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12/16/2012

FM NATUREZA

Adriano de O. Duque
 
E o dia vai amanhecendo. Primeiro os galos e primeiramente estão ensaiando o clarear. Isso mesmo, ainda é noite quando os galos e garnisés cantam pela primeira vez, afinam e limpam suas cordas vocais. Mais uma ou duas horas e eles estarão prontos. Até que comecem o grande concerto dá pra dormir mais um pouquinho, é a noite no seu último pedaço de escuro. 

                Tudo pronto, agora é pra valer, os galos começam, um vai emendando no canto do outro e a manhã, como disse o poeta, vai sendo tecida. Depois chegam os músicos de pequeno porte, mas de grande sonoridade para o concerto, os passarinhos. Sabiás, canários, tizis, bem-te-vis, sanhaços...tomam seus lugares nos galhos das árvores, pautas dos fios, cumeeiras de telhados, antenas de televisão e começam a transmitir suas melodias. Elas vão se misturando e no final é um só canto, uma só música: a música do amanhecer.  Lá na frente, longe dos outros, vão os pequenos boiadeiros, mas com seus poderosos cantos, tocando a lua e as estrelas para o céu do Japão.

                Neste despertar, que dura quase meia hora, há um pacto pelo canto. O tucano esquece o bem-te-vi com seus apetitosos filhotes e canta, apesar do bico, o seu canto curto; o gavião não é espiral ou rasantes certeiros, faz seu som também; os sanhaços e saíras não voam direto no doce das frutas, cantam primeiro o parabéns para a natureza; as sementeiras ainda guardam o orvalho antes do pouso dos digamos passarinhos naturebas.

                No acordar dos galos, garnisés e passarada a vontade de cantar chega em primeiro lugar. Primeiro o canto, depois o alimento. Ou a obrigação de cantar para acordar o sol que iluminará seus alimentos.

                Seja o que for, já tenho no amanhecer mais que um acordar para a barulheira da descarga, o escovar dos dentes, a água fria no rosto com a quente do café...Seja o que for, acordo primeiro para esse concerto ao vivo que a estação primavera está transmitindo todos os dias pela FM Natureza.

12/02/2012

Uma dica


O Argumento indica uma boa pedida para quem quer sair para um passeio rápido e agradável. Estamos falando do bar e restaurante da Mabel, ele fica lá em São Luiz. Conhecer o barzinho Barranco é saborear um franguinho caipira com todos os acompanhamentos de uma boa comida mineira e uma ótima conversa.

12/01/2012

Natal Feroz

Se Natal para muitos não tem limites, gastronômicos principalmente, pelo menos os enfeites deveriam ter em determinados casos. Uma colega de trabalho, pelo menos, não pensa assim. Natal mexe com a cabeça, móveis, fachada, enfim, mexe de todo jeito com ela. Não satisfeita em espalhar enfeites natalinos por toda a casa e quintal, desta vez ela foi mais longe. Explico. Começou a enfeitar os bichos da casa, uma gatinha e um, segundo ela, cãozinho. O gato vá lá, tudo bem. Mas o cão, aí ela pegou pesado, seu cãozinho que de “zinho” não tem nada, trata-se de um feroz Rottweiler. Agora ele anda rosnando com um diferencial, leva na coleira um Papai Noel dependurado. Que nenhuma criança se aventure em dar um beijinho no Velhinho da nossa colega.

11/26/2012

Caso de doença aguarda autoridades

O Argumento recebeu uma denúncia que requer uma imediata atitude de nossas autoridades (Promotor e Assistente Social). Em São Cristóvão, uma deficiente mental anda nua pelas ruas, podendo ser vítima de agressão.

Na próxima edição, informaremos mais sobre esta questão que envolve diretamente nossas autoridades.

Político mendigo recebe lição de cidadania ou voto não é migalha

Um candidato chegou numa casa lá no Funil para pedir votos. Com certa mendicância falou baixinho: por acaso o senhor não tem uns restos de votos aí? O morador do Funil prontamente respondeu: voto é coisa muito importante pra gente, não sobra nada.
 
Depois dessa, o candidato tomou mais um café e caiu na braquiária.

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