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1/08/2012

Nosso Meio Ambiente

Brasil terá risco de enchente 90% maior até 2100, diz estudo.

Pesquisa. Valério Machado Duque – Ibama.

Pesquisa britânica divulgada na cúpula do clima em Durban simulou efeitos de mudanças climáticas em 24 países; Espanha perderia toda a sua área cultivável.

Da BBC

 A ocorrência de enchentes em rios do Brasil pode ser quase 90% maior até o fim do século, se nada for feito para combater as mudanças climáticas, de acordo com um estudo divulgado na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima em Durban, na África do Sul.

A pesquisa científica do Met Office Hadley Centre, da Grã-Bretanha, simulou os impactos, em 24 países, de emissões - no padrão atual - em 21 modelos climáticos diferentes. Cada modelo foi produzido por computadores poderosos que simulam a interação entre parâmetros de dados da atmosfera, temperaturas e oceanos.
 
No caso do Brasil, a conclusão a que chegaram é que o risco de aumento de enchentes no país seria 87% mais alto que atualmente. Esse é o valor central entre os dois extremos dos resultados apresentados pelos modelos climáticos, tanto de aumento (na maioria) quanto de redução do risco.

Os resultados mais extremos dos modelos chegaram a indicar um aumento de 638% no risco de cheias no Brasil. Por outro lado, houve modelos que indicaram até queda neste risco, com o mínimo sendo de -67%.

11/06/2011

NOSSO MEIO AMBIENTE

Pesquisa Valério M. Duque. Ibama.

            Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
O empregado respondeu: “Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.
            “Você está certo”, responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carrode 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
            Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
            Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
            Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de
satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.                      Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época? (Agora que você já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm mais de 50 anos de idade, “muitos de vocês não tem, mas vale a pena refletir....”).

8/22/2011

NOSSO MEIO AMBIENTE

NOSSO MEIO AMBIENTE, pesquisa Valério M. Duque. IBAMA.
            Brasília (25/07/2011) – A operação Corcel Negro II, iniciada nessa sexta-feira, embargou a produção de quatro siderúrgicas, aplicou quase R$ 84 milhões em multas, apreendeu mais de mil toneladas de ferro-gusa, 78 caminhões, quase 5 mil metros de carvão e 22 armas e prendeu 40 pessoas.
            A ação conjunta entre Ibama, Ministério Público (de Minas Gerais e Bahia), Secretaria de Fazenda/MG (SEFAZ), Polícia Rodoviária Federal (PRF), polícias (Militar e Civil/BA), Polícia Civil/MG e Secretaria de Meio Ambiente/BA desmontou a cadeia produtiva do carvão ilegal oriundo dos biomas Caatinga e Cerrado. Os alvos foram empresas, agenciadores, transportadores e produtores de carvão sem autorização em 25 municípios da Bahia e de Minas Gerais. No total, foram cumpridos 58 mandados de busca e apreensão nos dois estados em três dias de operação.
            A extração ilegal de carvão no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia é sustentada pelo comércio de créditos fictícios gerados em estados da Amazônia, do Centro Oeste e do Nordeste e destinada à fabricação de parte do ferro-gusa produzido em diversos municípios. Algumas empresas do setor siderúrgico participavam ativamente desse processo, recebendo carvão retirado da natureza com documentação fraudada por empresas-fantasmas e transportado por caminhoneiros, sendo negociados por atravessadores. A prática ilegal foi investigada pelo Ibama e pelos MPs da Bahia e de Minas Gerais e atingiu a cadeia produtiva desde a origem do carvão até o mercado consumidor, a produção do ferro-gusa. (...)
            Nos estados do Nordeste, as empresas comercializavam créditos fictícios a partir de planos de manejo autorizados pelos órgãos estaduais de meio ambiente e mantinham a vegetação intacta ou a subexploravam para poder gerar novos créditos no futuro.
            As empresas-fantasmas compravam os créditos virtuais como se comprassem o carvão fisicamente mas derrubavam o cerrado e a caatinga, produziam o carvão ilegal e providenciavam o transporte da carga até as siderúrgicas. A compra e a venda de notas frias era frequente assim como pedidos de flexibilização na fiscalização e tentativa de suborno a funcionários da Secretaria de Meio Ambiente e da Polícia Militar.
            O monitoramento do sistema de controle de Documento de Origem Florestal (DOF) mostrou cerca de 8 mil viagens de caminhões transportando carvão extraídos ilegalmente da Caatinga e do Cerrado, o que representa pouco mais de meio milhão de metros de carvão, ou seja, cerca de 19 mil hectares de vegetação nativa desmatados sem autorização.
            De acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano de Menezes Evaristo, “parte do setor siderúrgico não pode mais financiar a devastação do Cerrado e da Caatinga nem o trabalho em condições degradantes nas carvoarias em prol da produção insustentável do ferro-gusa brasileiro. É preciso que as empresas produtoras de aço cobrem a responsabilidade socioambiental das guseiras, que devem plantar árvores para produção sustentável do seu próprio carvão”.
            Ibama, Ministério Público Estadual da Bahia, Ministério Público Estadual de Minas Gerais e Polícia Rodoviária Federal.

6/03/2011

Governo volta a discutir Código Florestal na próxima semana

Pesquisa Valério M. Duque - Ibama.

O governo vai voltar a discutir na próxima quinta-feira (14) a reforma do Código Florestal Brasileiro. A informação foi dada pelo ministro Wagner Rossi (Agricultura).

O tema foi discutido ontem em uma reunião no Palácio do Planalto, que teve a presença de Wagner Rossi, Antonio Palocci (Casa Civil), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário). Segundo Rossi, o balanço da reunião foi positivo.

“Houve um avanço muito grande. Acho que estamos muito próximos de um consenso possível. Claro que algumas questões pontuais terão de ir a voto. Cabe ao Congresso Nacional decidi-las”, explicou.

Perguntado se Palocci concorda com a votação do Código já na próxima semana, o ministro disse que isso não entrou em discussão. “Foi marcada uma nova reunião sobre pontos que foram levantados e para as quais cada um de nós vai buscar novos argumentos e informações. Isso para que possamos fechar os últimos pontos sobre os quais ainda há alguma divergência”, disse.

Na manhã de hoje ocorreu em Brasília um protesto com cerca de 30 organizações para pedir mudanças na proposta de Código Florestal em tramitação no Congresso. Um abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas, segundo as organizações, foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

Os grupos defendem propostas como tratamento diferenciado para a agricultura familiar, fim da anistia para desmatamentos feitos em áreas de preservação permanente até 2008 e redução no uso de agrotóxicos.

Na terça-feira, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) reuniu produtores rurais em Brasília para pedir a aprovação da proposta já apresentada pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).

12/29/2010

MEIO AMBIENTE

AS ÁRVORES
Arnaldo Antunes

Pesquisa Valério M. Duque, Analista Ambiental IBAMA

As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do céu pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.

10/08/2010

NOSSO MEIO AMBIENTE

NOSSO MEIO AMBIENTE

O SACO É UM SACO
VALÉRIO M. DUQUE-IBAMA.

O Estado do Rio de Janeiro caminha para ficar livre das bolsas plásticas. Começou a valer na sexta-feira, 16 de julho, a lei estadual (5502/09) que determina o recolhimento e substituição de sacolas plásticas por bolsas reutilizáveis no estado. Nos supermercados, por exemplo, já podemos adquirir bolsas duráveis para as compras e, não vai demorar, surgirão as campanhas pela substituição desse material nocivo à saúde do homem e do seu meio ambiente.
Salvar o planeta é uma tendência mundial. Vamos fazer a nossa parte, não vamos contribuir com a degradação ambiental. A nossa tarefa para salvar a nossa casa é dizer “Não!” para os produtos poluentes e causadores de doenças, entre eles, as bolsas plásticas.
É certo que não seremos o último país a mudar de comportamento, mas, nem por isso, vamos ser a última cidade a despertar para o dever de salvar o nosso lugar. A beleza de ter uma cidade limpa e saudável, com nascentes, córregos e rio preservados, está em nossas mãos. Não consumir bolsas plásticas é a melhor vassoura ou a melhor atitude.

9/25/2010

NOSSO MEIO AMBIENTE

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola


No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.
A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.
A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, onde a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.
Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.
A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.
A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da secretaria especial do meio ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.
Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies animais.

NOSSO MEIO AMBIENTE

Será que o meio ambiente ganhará com a nova proposta de alteração no
Código Florestal?

VALÉRIO MACHADO DUQUE - ANALISTA AMBIENTAL IBAMA

Estão em discussão no Congresso Nacional possíveis alterações no Código Florestal Brasileiro. O projeto que propõe tais mudanças na lei é de autoria do Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP).
O texto dá autonomia para os estados definirem os percentuais de área de reserva legal e para flexibilizar a aplicação das leis ambientais. O novo código também isenta pequenos produtores rurais com propriedade de até quatro módulos rurais da obrigatoriedade de cumprir os percentuais de reserva legal - no caso de mata atlântica e caatinga esse percentual é de 20%; no cerrado, 35%; floresta amazônica, 80%.
Os médios e grandes proprietários poderão, quando impossível cumprir a regra, fazer compensações em áreas de preservação coletiva, a serem definidas pelo Estado. Com isso, o novo texto legaliza a situação de 90% dos produtores rurais brasileiros que, segundo Aldo, estariam hoje colocados na ilegalidade, principalmente os das regiões Sul e Sudeste.
As Áreas de Preservação Ambiental (APA) permanecem no mesmo regime, mas poderão ser alteradas pelos estados que tiverem realizado o Zoneamento Ambiental. A área de mata ciliar a ser mantida pelos agricultores fica em 70 metros no máximo, mas o mínimo passa a ser de 15 metros, podendo cair para 7,5, dependendo da definição de cada estado.
Bom, o projeto certamente favorece aos produtores, mas não a maioria da população.
O interesse da proposta é apenas legalizar o que está ilegal, portanto, passível de multas, além de permitir novas degradações, essas, legitimadas. Como disse o deputado “o novo texto legaliza a situação de 90% dos produtores rurais brasileiros...” e que, segundo o parlamentar, “estariam hoje colocados na ilegalidade”. O texto do projeto também permite aos estados “flexibilizar” a aplicação das leis.
Lembramos que o Código Florestal está em vigor desde 1965, portanto, há 45 anos, e foi elaborado justamente para conter os abusos individuais em detrimento dos interesses comuns. Àquela época houve a necessidade da ampliação dos mecanismos de estado para a prevenção de maiores devastações, uma vez que mesmo estando vigendo o Código Florestal de 1934 a devastação persistia.
Dessa forma, o produtor não foi colocado na ilegalidade, como diz o parlamentar, mas, muitos deles entraram na ilegalidade por iniciativa própria, pensando, talvez, que o abuso da lei não teria maiores consequências, ou então, que a lei seria alterada para regularizar a ilegalidade.
Naquele período, como a maioria da população concentrava-se no meio rural, havia a preocupação com a forma de ocupação das terras, as quais colocavam em risco as áreas consideradas importantes para a conservação ambiental. Hoje, com uma população basicamente urbana, teoricamente a preservação dessas áreas seria facilmente conseguida, porém, não é o que acontece.
Em 1970, mais da metade dos brasileiros já viviam nas cidades (55,9%). De acordo com o Censo de 2000, a população brasileira é agora majoritariamente urbana (81,2%), sendo que de cada dez habitantes do Brasil, oito moram em cidades.
Mesmo que as propostas de alteração da lei atinjam principalmente as áreas rurais, onde hoje existe um menor percentual humano, as alterações afetariam a todos, pois o ambiente não tem fronteiras.
A Lei Federal de 65 foi homologada pensando em preservar o ambiente para toda a sociedade, e não para favorecer parte dela, como é o que se apresenta na proposta atual.
Como outras atividades, a produção agropecuária é necessária para o desenvolvimento do País, e, também, como as outras, o cumprimento legal se faz necessário, principalmente por envolver questões de interesse comum.
O parlamentar, quando elaborou seu projeto, pensou em regularizar a situação dos proprietários que agiram ilegalmente e em benefícios próprios, porém, desconsiderou todos os outros cidadãos que agem dentro da legalidade.
O legislador, quando comenta seu projeto, ressalta as ocupações de áreas já consolidadas, o que em parte procede. No entanto, não menciona que os muitos proprietários a serem beneficiados seriam os que cometeram os grandes desmatamentos em áreas protegidas, fatos esses posteriores a 1965.
Os governantes devem almejar que todos os cidadãos ajam dentro da legalidade, e não criar leis que regularizem atos ilegais.
Como todos sabem, o papel aceita tudo, mas, o que todos deveriam saber é que o meio ambiente não segue as vontades dos homens.
Fonte de consulta para comentários: http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1598411-16052,00.html

7/28/2010

QUESTÃO DO PLÁSTICO

QUESTÃO DO PLÁSTICO
João Marcos Honório Carneiro

Mais vale levantar uma luz no escuro que maldizer a escuridão. Há décadas temos o recurso de produzir luz com circuitos elétricos. Mas muitos continuam xingando seus tropeços e atirando-os para cima de quem não tem culpa nenhuma disso. O plástico compostável e biodegradável retirado de bactérias que se alimentam de melaço já pode se produzido em qualquer empresa que o queira fazer. Foi uma conquista da antiga Cooperçucar. Tecnologia 100 % natural. Entraves existem: custo alto, falta de produção de açúcar na região, pouco esclarecimento sobre o assunto.
Mas não desanimemos, agora estamos na era da informática. Karl Marx já dizia ainda no século XIX que a tecnologia modifica as relações humanas.
Teremos com a aceitação ou não destas idéias como uma espécie de prova dos nove para averiguar até ande vai o interesse pelo desenvolvimento e sustentabilidade da nossa região.

BOLSAS PLÁSTICAS E MATAS CILIARES

BOLSAS PLÁSTICAS E MATAS CILIARES
por Valério Machado Duque, Analista Ambiental Ibama.

O problema do rio Preto hoje não é mais o mercúrio lançado pelos garimpeiros, outros problemas vêm contribuindo para agravar a poluição do nosso rio, são as bolsas plásticas e todo lixo que se joga em suas margens.
A falta das matas ciliares no rio Preto e nos seus afluentes também é a medida da falta de compromisso dos nossos políticos, e dos proprietários das suas margens, com a defesa da natureza.
Se o garimpo é página virada, precisamos virar uma página mais pesada e perigosa ainda: a página da omissão das nossas autoridades, dos proprietários e dos nossos “inofensivos” atos de cada dia.
Uma bolsa de plástico não é nada, mas uma cidade inteira jogando bolsas plásticas é, certamente, um desastre ambiental.
O mesmo ocorre nas propriedades ribeirinhas. Com a sede de explorar cada metro de sua propriedade, o proprietário esquece que não é só ele que não preserva a mata ciliar, muitos mais também o fizeram, aí o que muitas vezes vemos são ribeirões e o rio Preto sem o mínimo de mata exigido por Lei. Se a Lei exige o mínimo de mata ciliar, não é à-toa, tem o porquê.
A Lei que estabelece as distâncias de mata ciliar é do ano de 1965, é o Código Florestal 4.771/65.
A conduta de muitos, ao jogarem materiais não degradáveis no rio, também contribui para a morte deste.
Conversas ambientais à beira de piscinas, bares ou praças são importantes para uma maior conscientização ambiental. Porém, o mais importante são os atos concretos de cada um, e também, dos governantes, para a preservação ambiental.
Pense nos seus atos! O governo somos nós! E os governantes são nossos representantes, representando o que queremos... a vida que escolhemos para a coletividade!

5/05/2010

Nosso Meio Ambiente

Governo adia o prazo de averbação das áreas de reserva legal

Pesquisa, Valério Machado Duque - Analista Ambiental Ibama

O decreto assinado pelo presidente Lula prorroga para 11 de junho de 2011 o prazo para que produtores façam a averbação da reserva legal da propriedade.

Os proprietários de terras não serão multados, mas, em troca, deverão identificar e registrar nos órgãos ambientais as áreas que serão preservadas.

Além de adiar o prazo, o decreto também está criando o Programa Mais Ambiente, que dará uma ajuda financeira aos agricultores que não têm condições de fazer a regularização. “O programa pega todos, mas tem algumas coisas que são só para o agricultor familiar. Por exemplo, pagamento por serviços ambientais é só para a agricultura familiar... Agora, apoio técnico é para todos...”, esclareceu Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente.

Conforme a Lei Nº 4.771, de 15 de Setembro de 1965, em seu Art. 1º/§ 2º inciso III - Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas.

8/16/2009

Capivara


PESQUISA: VALÉRIO MACHADO DUQUE - ANALISTA AMBIENTAL DO IBAMA.
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Hydroqueridae
Nome científico: Hydrochoerus hydrochoeris
Nome vulgar: Capivara
Categoria: Não consta
Atinge até 1 m de comprimento e 60 cm de altura. É uma espécie herbívora. Habita as florestas e matas de beira de rio, em todo o Brasil. É o maior roedor do mundo. Seu principal refúgio quando perseguida é a água.

GAVIÃO DE COLEIRA


PESQUISA: VALÉRIO MACHADO DUQUE - ANALISTA AMBIENTAL DO IBAMA
Esta espécie possui asas longas e pontiagudas e desloca-se rapidamente, em linha reta, através de vôo batido, embora aproveite também as correntes de ar quente para ascensão.
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Falconidae
Nome científico: Falco femoralis
Nome vulgar: Gavião-de-coleira
Categoria: Vulnerável
Esta espécie possui asas longas e pontiagudas e desloca-se rapidamente, em linha reta, através de vôo batido, embora aproveite também as correntes de ar quente para ascensão. Tem o hábito de pousar em árvores diante das queimadas, para assim localizar presas que estejam fugindo do fogo.
Nidificação: a fêmea põe 2 ou 3 ovos, raramente 4, em um ninho de gravetos, construído pelo casal, no alto de uma árvore. Os ovos, brancos ou branco-avermelhados e manchados de pardo, normalmente vermelho-pardos, medem 40-48 x 31-36 mm. O casal incuba os ovos e cuida dos filhotes.
Alimentação: insetos, pequenos vertebrados terrestres, capturando inclusive serpentes peçonhentas; além destes animais, pesca pequenos peixes. Apesar de "peneirar", caça mais comumente próximo ao solo, apanhando suas presas tanto no ar quanto em terra.
Hábitat: áreas abertas, cerrados, cerradões e, às vezes, na periferia de áreas urbanas.
Tamanho: 41,0 cm.
Fonte: USP

VENDEDOR DE LIVROS DE MG CONSTROI CASAS COM PNEUS USADOS


PESQUISA: VALÉRIO MACHADO DUQUE - ANALISTA AMBIENTAL DO IBAMA.
Um vendedor de livros de Divinópolis (MG) resolveu dar um destino criativo e inteligente para pneus usados. Ele construiu a própria casa usando o material descartado.
A construção, que fica na zona rural do município, foi erguida com 800 pneus velhos e tem um cômodo de 35 m². "Furei a caixa, coloquei pneus e enchi de terra", diz Alvimar Araújo, o dono da casa.
Sobre a laje, o telhado também é de pneus. Araújo gastou cerca de R$ 1 mil para construir a casa, mas não foi a economia que motivou o inventor. "Do jeito que está aqui, o pneu pode ficar quieto por muitos anos. De qualquer outra forma que for aproveitar, não deixo de prejudicar a saúde das pessoas ou o ambiente", afirma.
Na propriedade do vendedor, são muitas as ideias para aproveitar os pneus. Eles são usados em cercas, brinquedos do parque, para puxar água de um poço e até para fazer uma pia.
Depois da casa, Araújo quer agora construir uma biblioteca com paredes feitas com latas de alumínio. Para levantar o prédio, ele já juntou 8 mil latas, mas faltam ainda 39 mil. "É trabalhoso, mas vale pelo incentivo à cultura, por tirar alguma coisa da natureza. Isso preenche a vida", diz. (Fonte: G1)

Ibama vai aplicar multa na empresa que importou contêineres com lixo

PESQUISA: VALÉRIO MACHADO DUQUE - ANALISTA AMBIENTAL IBAMA.
A multa a ser paga pela importadora e transportadora dos 25 contêineres repletos de lixo doméstico encontrados em Santos na última sexta-feira (17) deve ser definida nesta segunda-feira (20). A informação é da chefe do regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ingrid Oberg.
O nome da importadora que atuou no Brasil não foi divulgado, porque o Ibama ainda investiga o caso. Como a empresa na Inglaterra que vendeu o lixo para a importadora brasileira não tem representação oficial no país, o Ibama não pode multá-la. "A primeira multa foi fixada em R$ 155 mil. A segunda deve ser fixada amanhã", disse.
Segundo Ingrid, a carga de lixo doméstico que veio da Inglaterra "não tem lógica alguma". "Exportar lixo doméstico é proibido pela Convenção de Basiléia", afirmou.
A chefe do Ibama contou à Agência Brasil que as investigações estão a cargo da Polícia Federal e que a regional de São Paulo já encaminhou todos os trâmites burocráticos necessários para Brasília. "Eles estão tratando com os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores para repatriar o lixo", completou.
De acordo com ela, que viu os contêineres de perto no porto de Santos, a carga já cheira mal e é difícil precisar o que há nela. "Não queremos abrir o lixo para não poluir a área alfandegária", disse. Ingrid afirmou também que a suspeita é que os contêineres estejam abandonados no porto de Santos desde novembro do ano passado.
Procurada pela neste domingo (19), a Polícia Federal informou que o caso está em fase investigatória e não há novas informações sobre o lixo encontrado em Santos.
A agência BBC Brasil informou no sábado (18) que a Agência Ambiental da Grã-Bretanha está investigando o caso e as empresas responsáveis pela exportação de lixo para o Brasil podem ser processados, multados e até punidos com prisão. (Fonte: Agência Brasil)

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