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7/25/2014

Editorial

No próximo sábado sai a versão impressa do Argumento. Abaixo, no Editorial, um pouco do que vai ser notícia no Argumento.
Editorial. Perdemos a Copa. O caos se inverteu. Em vez de apagões nos aeroportos, estádios inacabados, assaltos, manifestações e tudo mais de ruim que a mídia pregou para fora das quatro linhas, o caos se instalou foi no gramado, onde tínhamos boas notícias e esperanças. O governo fez o seu papel, foi uma das Copas mais bem organizadas da história, afirmam os especialistas. Mas, por outro lado, foi a derrota mais humilhante que já sofremos. Saímos da final com uma goleada jamais vista por aqui e na história das semi-finais de um Mundial: Alemanha fez sete contra um nosso. E para piorar a final ficou entre os alemães e os argentinos. Como torcer?
Então é bola pra frente, isto é, arrematar o jornal, matar no peito as notícias e tentar fazer uns gols para os nossos leitores.
Uma notícia que é um golaço é a instalação do Samu (parceria governo federal, estadual e municipal) em nossa cidade, com ele temos mais um aliado na saúde, principalmente em uma situação de emergência. E por falar em saúde, trouxemos uma ótima entrevista com o Secretário da Santa Casa, o Carlinhos, página 04.
Outro gol fora do gramado foi marcado pela Lima Santos, o Jorge Alves fez um facebook para a nossa banda centenária. Agora ficou mais fácil acompanhar os trabalhos da Lima Santos e, claro, divulgá-los.
E se o leitor até agora não viu notícia com cara de gol, deixe então para o finalzinho do jornal, igual a um jogo cheio de emoções (ou poucas), pois lá, nos últimos minutos da página seis, temos uma crônica, que pode ser então o gol decisivo para tirar o leitor que estava no zero a zero com tudo que falamos até agora. Na página seis, trouxemos uma crônica para ser lida, de tão bonita, em câmera lenta. Outra crônica que poderá decidir a favor do jornal está na página 02, o médico e escritor Drauzio Varella reflete sobre a morte diante de um caso presenciado.
Leitor, aproveite o nosso Argumento e vamos tirar de letra esta derrota. E se rir é o melhor remédio, fique com esta: já está circulando na internet que vai ter Globo Repórter para falar do Fred. Na voz de Sérgio Chapelin vamos saber quem é este cara, de onde ele veio e o que ele faz.

12/27/2013

EDITORIAL

EDITORIAL
Final de ano vem chegando. A última edição sempre pede algo mais. Principalmente, leveza. Então vamos nós. E nesta leveza, o Argumento saiu mais em conta, conseguimos novos anunciantes, eles chegaram pela força do amigo José Moreira Guedes, lá de Valença. Em Rio Preto, conseguimos também novos anunciantes graças à dedicação e educação da Tamires. E não é só o lado financeiro do nosso jornalzinho que está bem neste final de ano, temos duas novas colunas para deixá-lo descontraído. Estamos falando do espaço Rio Preto na Web. Esta nova coluna terá a colaboração do fotógrafo Leandro, que será chamado de “Leandro da Foco Digital”, pois esta é sua marca na rede. Ele vai colaborar mostrando o que tem de interessante na internet, bem como com suas fotos (no facebook do Argumento, já temos fotos perfeitas da nossa cidade, fauna e flora). Outra novidade será o espaço Joia Rara. Nele, teremos as figuras mais queridas de nossa cidade. Estamos falando, principalmente, daquelas pessoas que se destacam não pelo que têm, mas pelo que são. Para estreá-lo, trouxemos a joia das joias, estamos falando de quem tem mais de 40 anos de gramado, muita história pra contar e música pra cantar, esta joia é o Heitor Portugal. Dá-lhe, Moreno! Atualmente, é bom observar, anda com uma barba meio profética.  
Sobre a Santa Casa, temos notícias boas. Tem vereador que vestiu a camisa do nosso hospital e saiu em campo solicitando ajuda a empresários de Rio Preto e Parapeúna. Estamos falando do José Benedito. Parabéns ao vereador e aos empresários. Na próxima edição, se tivermos acesso, vamos publicar os nomes daqueles que estão ajudando o nosso único e merecido hospital.  
Aos nossos queridos leitores: Feliz Natal!
O Argumento lança um desafio ao leitor. Queremos ouvi-lo sobre:
1 – Como você avalia o primeiro ano da administração Agostinho?
2 – Congestionamento, como resolvê-lo?
3 – Saneamento básico (água e esgoto tratados) contra ou a favor?
BONS NEGÓCIOS
Vende-se lote com 500 m2 (13,65 de frente, com possibilidade de divisão). Rua Viscondessa Monte Verde, antes do Parque de Exposições, bairro Divino, próximo ao centro. Telefone 84444755 ou (24) 24538515 (proprietário).

9/30/2013

Editorial


Editorial
O que estamos vendo nos últimos meses é uma vontade de mudar gritante nos brasileiros. A primeira bandeira levantada se viu lá em São Paulo, mais uma vez os estudantes buscando mudanças encabeçaram o movimento que se espalhou e ganhou a mídia do mundo. Depois, muitas outras bandeiras surgiram no horizonte, nos punhos e nos corações. Vários segmentos da sociedades engrossaram as fileiras por um Brasil mais justo e menos corrupto. E todas as bandeiras lá no fundo pediam o mesmo: direitos fundamentais e punições para os políticos corruptos.  
A saúde, claro, estava lá nos protestos. Ou melhor, a falta de um sistema de saúde decente. Já sabíamos que pacientes morrem nos corredores dos hospitais ou com injeções de café com leite na veia. Descobrimos outras coisas ruins, graças aos protestos. Descobrimos que há médicos fraudando plantões. Graças aos protestos, o governo foi obrigado também a reagir, chamou médicos de fora depois que as setecentas vagas oferecidas para os médicos brasileiros não foram preenchidas. Isso mesmo, não houve nenhum médico brasileiro querendo uma das setecentas vagas.  
Além da saúde, muitas outras faixas enfeitaram de cidadania as cidades brasileiras: educação, transporte, justiça, meio ambiente etc.  
Rio Preto também foi pra rua. E ir para rua em nossa cidade quando as coisas vão mal não é novidade. Saímos também contra o garimpo e o Collor. Mais que uma passeata de riopretanos, o que se viu por aqui foi um movimento predominantemente brasileiro.  Estávamos antenados com as questões do país e municipal. Pedimos punição para os mensaleiros e uma rodoviária, só pra citar. É engano falar então que presenciamos em nossa cidade uma manifestação contra o atual prefeito, como também é besteira cogitar que foi um protesto armado por aqueles que ainda não digeriram o resultado das urnas de outubro passado. Se houve algum sentimento neste sentido, ele representa uma minoria. Tivemos sim uma passeata de brasileiros em primeiro lugar – e foi bom tê-la. 
E se as coisas estão mudando para melhor no país, nossa cidade já respira este ar de mudanças e novidades. Queremos falar aqui da Apae, pois essa Associação de Pais e Amigos vem buscando outras vias de arrecadação e fortalecimento dos especiais. Foi ótima a iniciativa de mobilização da população através dos jogos beneficentes articulados pela Apae. E para falar mais sobre o que aconteceu neste evento realizado no campo do Divino, trouxemos para os leitores o Leandro para falar sobre a Apae, o Wellington para falar sobre o Cerração Futebol Clube e o Aloisio para contar a história do Sport.
E se o ar traz coisas boas, estamos vendo no horizonte a chegada de médicos em nossa cidade. Brasileiros ou estrangeiros – sejam bem vindos! 
Vamos fechar este editorial com otimismo. E que os nossos leitores, nesta edição leitores-brasileiros, aproveitem o Argumento.

4/09/2013

Editorial

Fevereiro é mês de folia. Carnaval é sempre bem-vindo. É para descansar, pulando ou não, carnaval é descanso, é esquecimento da rotina. Querer suspendê-lo em prol da saúde, como fizeram alguns prefeitos, é sacrificar, noutro giro, a cultura e o lazer. É negar que somos brasileiros e temos no carnaval uma de nossas maiores alegrias.

Passemos então por fevereiro com o nosso carnaval. E foi bom o carnaval de Rio Preto! Com a adição de mais quatro ou três dias de festa, estamos caminhando para termos o carnaval do riopretano e o de Rio Preto. Uma medida que pode aquecer ainda mais o comércio, o turismo, enfim a circulação de dinheiro em nossa cidade. Sem contar que vai ter turista chegando mais cedo para conhecer o lugar e riopretano ficando mais em nossa cidade. O que não se pode pensar é que se faça um carnaval, o riopretano, de paz; e outro, o de Rio Preto, o carnaval do vale-tudo. Seria um erro experimentado pela história, mas não aprendido por nossas autoridades.

Sobre a política, ainda não temos nada de concreto para debater. A rodoviária, por motivo de incompetência ou castigo político da administração passada, ficou por fazer. A atitude irresponsável de demolir uma rodoviária, em plena praça, em plena estação das águas, vai ficar pra sempre como uma contradição no currículo daqueles que pregam equilíbrio, paz e progresso para o nosso lugar.

A saúde já dá sinais de melhoras. Vamos continuar acompanhando a situação da Santa Casa, o nosso único hospital e uma das bandeiras do nosso Argumento.

Estamos também de olho no nosso meio ambiente. A Drª Sara é a secretária desta importantíssima pasta. Lembrando que toda melhora advém de uma educação eficiente, que desperte responsabilidade e cidadania.

De todas as secretarias, esperamos sobretudo comunicação, que quer dizer também prestação de contas. Afinal, lembremos também que os subsídios (salários) dos secretários são pagos com dinheiro público.

Vamos então nos despedindo de fevereiro com muita alegria e expectativas.

E que nunca falte um carnaval em nossa cidade!

12/16/2012

Editorial

Este editorial foi feito um dia antes das eleições. Movido por expectativas, afinal no domingo votaríamos, bem como tomaríamos conhecimento dos resultados. Assim, as horas precisam passar...
Arriscamos nele a vitória do Agostinho, como era de nosso gosto.
A vitória de Agostinho foi uma vitória trabalhada durante quatro anos com o jornal O Grito e os informativos do PMDB. Com o Grito, a cidade aprendeu a falar de política durante quatro anos, foi, certamente, mais cidadã.
Adicionamos a essas duas articulações partidárias, o nosso Argumento. Estamos no oitavo ano de contraponto da notícia oficial (Para quem não se lembra, começamos com o governo Inácio - 2004/2008).
Esta vitória do Agostinho nos satisfaz, pois tiramos da administração de nossa cidade um partido (PSDB) que só votou contra os programas sociais do governo Lula e não está fazendo diferente com a Dilma. Tirando a questão nacional, nada fez por Rio Preto também. Novamente, frisamos que foi lamentável o PT daqui ficar quase quatro anos ao lado do PSDB, uma incoerência cuja causa concentrou-se em interesses menores.
Pois bem, se esta vitória satisfaz ao Argumento, ficam as perguntas: será que o Argumento vai continuar com a defesa dos cofres públicos, meio ambiente, saúde, educação? Será que vai continuar combatendo aqueles que têm condições financeiras de contratar uma máquina particular, mas não pensam duas vezes na hora de pegar uma máquina pública para as suas obras particulares (represas, loteamento para venda, transporte de árvores, terraplanagem)? São perguntas mais que oportunas, afinal o seu editor votou no Agostinho, não é? É verdade, não escondemos o nosso voto, somos sim políticos e partidários, mas somos principalmente independentes. Então os nossos respeitados leitores podem ficar tranquilos, pois ficaremos em primeiro lugar do lado dos interesses da cidade. O silêncio não nos convém e muito menos o pacto com o poder para levar vantagens com máquinas públicas, viagens com carros públicos, entre outras. Estamos atrás sim é de uma prefeitura que trabalhe pelo município e não para os eleitos.
Voltando à vitória do Agostinho, entendemos que foi também uma vitória da Dilma em Rio Preto, já que é o PMDB de Agostinho que votou com o Lula e vota com a Dilma, lá em Brasília. É uma vitória da Dilma e do seu vice que é do PMDB, o Michel Temer. A vitória do Agostinho, repetindo, é o resultado de uma oposição organizada e comunicativa contra o silêncio desta, felizmente, finda administração. Um silêncio que agora pode ser analisado até como coerente, pois fica difícil falar sobre o que não foi feito e o muito que se prometeu. Um silêncio dado aos riopretanos, primeiramente.
E mesmo dentro deste silêncio administrativo, não deixamos a cidade dormir. Fizemos o nosso papel de jornal independente. Questionamos as filas para consulta, o descaso com a Santa Casa, o abandono dos bairros, o matadouro fechado, as pontes que só foram feitas para as eleições e muito mais. Lembrando que, em muitas ocasiões, oferecemos espaço para o prefeito e seu vice responderem, mas eles se calaram para o nosso jornal e para a cidade, principalmente.  Que bom que as urnas silenciaram para as candidaturas vindas da prefeitura. Que bom que o eleitor está cada vez mais consciente para não ser enganado com montagens fotográficas.
Vai, Agostinho, abra as portas da prefeitura para a nossa cidade, gere muitos empregos para aqueles que precisam, cuide de nossa saúde, educação e meio ambiente. Não decepcione os riopretanos, sobretudo, os de baixa renda. Não se esqueça que o povo riopretano te elegeu porque em Rio Preto é você que tem a cara do Lula. Governe então com prioridade para os necessitados.
E para os pessimistas de plantão, deixamos uma frase do escritor Oscar Wilde: “O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.

10/01/2012

Editorial


Feliz Aniversário, Rio Preto! 

ELEIÇÕES – I. 
 
As eleições estão aí a bater em nossas portas. Como na maioria das cidades do Brasil, a campanha é feita de santinhos, faixas, som e, sobretudo, promessas. Alguns candidatos nem se dão ao trabalho de elaborar um projeto de governo. Esta é a campanha que vemos. Tirando a falta de projetos, não há nada de ruim nesta festa pré-eleitoral dada pela democracia.
Por outro lado, temos o “caixa dois de campanha”, um jeito criminoso que os políticos adotam para receber dinheiro sem declarar à justiça, bem como as transferências de títulos. Felizmente, parece que o caixa dois está com os dias contados, pois há projeto de lei para bani-lo do cenário político, como vem fazendo a “Lei do Ficha Limpa” com os políticos corruptos.
Lembrando que o Ministério Público é muito importante para que uma cidade veja acontecer uma eleição limpa. Pois, é o promotor a autoridade competente para acionar a justiça contra políticos que se beneficiam dos cofres públicos, ou seja, aqueles que misturam contas e veículos públicos com suas contas e veículos particulares. Estes são os políticos que agem com improbidade administrativa e agindo assim eles vão deixando a saúde, a educação, a cultura, o meio ambiente para um segundo ou outro plano qualquer mais distante de sua obrigação e das promessas que fizeram quando precisaram da confiança e dos votos dos eleitores. E o resultado desta inversão e mistura de contas e bens não exige nenhum conhecimento científico para enxergá-lo, é só olharmos para os lados que vamos nos deparar com o índice de desenvolvimento humano da nossa cidade, que pode estar bem abaixo do mínimo admitido para a nossa região. Índice de desenvolvimento humano mede-se na saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, entre outros fatores decisivos para uma cidade estruturada e com uma população sadia e culta. 

 ELEIÇÕES – II. 

Candidaturas registradas, campanhas na rua, é hora de analisarmos o que mais marcou o cenário eleitoral de Rio Preto.
Primeiramente, vamos destacar o papel da oposição e plagiando o Lula em sua frase marcante, podemos dizer que nunca na história de nossa cidade tivemos uma oposição durante um mandato inteiro, ou seja, uma oposição que se fizesse presente durante quatro anos após uma eleição. O jornal “O Grito” quebrou uma regra histórica, que era a regra da omissão. Com o Grito, a cidade experimentou falar de política durante quatro anos, sem dúvida foi este um fato histórico. Nas folhas desse jornal, vimos fotos dos bairros abandonados, acompanhamos os repasses e a arrecadação do nosso município (muitos descobriram como entra dinheiro nos cofres de uma prefeitura!), o uso indevido dos veículos oficiais e máquinas públicas, a indignação dos professores com seus salários atrasados e tudo mais que um grupo político de oposição deve fazer principalmente antes do vale tudo de uma eleição. Certamente, com o Grito a cidade amadureceu politicamente.  

ELEIÇÕES – III. 

Em última análise, a cidade ficou espantada com alianças até então inacreditáveis. A primeira delas ocorreu há quatro anos entre o PT e o PSDB. Pois todos sabemos que o PSDB votou contra todos projetos sociais do governo Lula e não está fazendo diferente com a Dilma. Diante disso, ficamos com perguntas até hoje não respondidas: o que levou o PT de nossa cidade a fazer uma aliança com o PSDB de Rio Preto? O que levou a romper esta aliança, que parecia tão forte, nas vésperas das eleições? Se o PSDB até votou contra o Bolsa Família, qual o porquê desta aliança?
Após esta união de quase quatro anos entre o PSDB e PT, fomos surpreendidos por uma outra aliança e diga-se até coerente no cenário nacional, mas inacreditável para muitos no cenário municipal. Estamos falando da união entre PSDB e DEM.  Inacreditável, pois fomos informados pelo PSDB, logo no início do governo Edmar, que a prefeitura foi encontrada em péssimas condições, com os professores insatisfeitos, máquinas sucateadas e tudo mais de ruim que fez o atual prefeito e vice-prefeito pedirem em seus jornais paciência aos riopretanos, pois a coisa estava feia. Quem não se lembra disso?

Pois bem, agora como explicar essa união? E para fazer esta união, o atual prefeito rasgou um compromisso de apoiar um candidato do PT ou o Celso Ferreira. Descartou os dois de uma vez só e fez uma aliança com o DEM.

7/15/2012

Editorial

Rio + 20 e Rio Preto – O que temos a ver? 
No Brasil aconteceu a Rio+20, conferência da ONU sobre o meio-ambiente. O problema do meio-ambiente é muito grave e se nada for feito ficará impossível a continuação da vida no planeta. Talvez este, falado à exaustão, desenvolvimento sustentável seja uma ilusão, mas não podemos deixar de tentá-lo. Precisaríamos de um controle do crescimento populacional,diminuir o consumo e de frear o desenvolvimento das atividades lesivas à natureza. Producão de automóveis, por exemplo, deveria ser diminuída, dando-se maior eficiência aos ônibus, trens, metrôs. As pessoas deveriam também andar mais a pé, ou de bicicletas, poupando o meio-ambiente da poluição dos seus carros e motos e ganhando mais saúde. Andar a pé, inclusive possibilitaria uma maior convivência, tirando as pessoas do isolamento dos carros. É uma atitude que viria no sentido de evitar esse colapso ambiental que pode causar grande sofrimento e até extinguir a vida humana num futuro cada vez mais próximo. Afinal, o que de mais importante se pode legar às futuras gerações: automóveis ou a possibilidade de continuação da vida? Automóveis ou um ar puro? Automóveis ou um clima equilibrado? Mas os hábitos são nossa segunda personalidade e é difícil mudar um hábito. Os automóveis dão uma incrível sensacão de conforto segurança e poder, não de todo ilusória para o ser humano. Mas poderíamos trocar parte destas sensações por prazer e consciência de estar fazendo algo pela melhoria da vida no planeta, pela vida das futuras gerações. Outra atitude que ajudaria muito é plantar e cuidar de uma árvore, zelar pela preservação das matas, se preocupar com o as águas. Nesse ponto temos muito o que fazermos em Rio Preto, já que estamos vivendo numa região com muitas matas e águas que precisam ser preservadas. Seria de grande benefício para todos a criação de um parque ecológico municipal numa área vizinha a cidade. A maior parte da terra ao redor da cidade é ocupada hoje com pastagens pobres e secas. Pois é hora de começar a plantar árvores nessas terras e o caminho para isso é a Prefeitura comprar uma área e criar um parque ecológico. Quem sabe então um dia poderemos ter o conforto de termos matas, árvores cercando a cidade e podermos caminhar entre elas através de trilhas. Nossas crianças e jovens poderiam crescer mais próximos da natureza e seriam ensinados à preservá-la. Turistas estariam aqui, não somente no carnaval, para admirar a natureza em Rio Preto. Outra preocupação que merece a nossa atencão é dar um destino ecologicamente correto ao nosso lixo. Para isso podemos fazer a nossa parte separando o lixo seco do lixo molhado e procurando reciclar e produzir menos lixo. Precisamos que a Prefeitura também faça a sua parte para resolvermos o problema do lixo e de toda a questão ambiental. A esse esforço devem se juntar também a Câmara e o Ministério Público. É um desafio atual e decisivo para o futuro de nossa comunidade. Rio Preto, nós, temos muito o que fazer e os benefícios  deverão ser para todos. Seremos capazes de tomar as atitudes que o presente exige de nós?

4/01/2012

Editorial

O Argumento completa oito anos. Para falar de política, está no fim do seu segundo mandato. E, modéstia à parte, está cumprindo bem o seu árduo e fácil papel: ser o contraponto da notícia oficial, principalmente. Árduo porque é chato.
  
Ainda bem que não estamos só preocupados com a mesmice da nossa política e políticos. Temos, para quebrar com esta maçante tarefa de questionar o poder em suas contradições diárias, a nossa literatura, música, charges e crônicas.  

Por fim, novamente informamos que o Sr. Prefeito tem direito de resposta garantido em nosso jornal para todas notícias aqui veiculadas. Ou, caso queira, o convite para uma entrevista novamente está aberto. Vamos discutir Rio Preto? 

Então é isso aí, sem mais delongas, vamos que vamos! E, novamente, estamos à disposição dos leitores para críticas, sugestões e tudo mais que possa melhorar as nossas páginas e, sobretudo, o jeito de interagir com o nosso lugar.

1/08/2012

Editorial

     Uffa! E o ano vai chegando ao fim. Mas, na verdade passou rápido, foi como uma caixa de bis depois de uma cachoeira; um tiro ligeiro numa caçada boa de onça depois de mais uma noite de sono das nossas autoridades, ou melhor, “otoridades”.
     Em meio a essa correria do tempo, dos cães, das onças, das águas e do sono daqueles que ganham, mas nada fazem, perdemos uma edição, fizemos outras sem o acabamento que o leitor merece. E se não ficamos no meio do caminho é por que temos os nossos leitores e anunciantes, são eles que pegam o jornal, opinam, mandam e mail e, agora, contribuem para que a nossa cidade continue com uma publicação que não seja de partido ou poder.
     E se chegamos até aqui, vamos comemorar mais esta edição e o oitavo aniversário do Argumento. Vamos para mais um ano de contraponto da notícia oficial, defesa do nosso meio ambiente e da nossa Santa Casa. E para podermos enxergar além da nossa mesmice política, vamos também com muita literatura, música e poesia.
     Então que venha mais um ano com muitos foguetes e principalmente com o barulho da democracia para cima do silêncio da ditadura.
     Feliz 2012, Rio Preto! E muitos argumentos para você, amigo leitor!

11/06/2011

EDITORIAL

               Pela quarta vez o jornal Aqui volta-se contra o Argumento. Muito embora saibamos que a linha de sobrevivência do Aqui seja a defesa incondicional dos políticos da situação, continuaremos a respondê-lo. Mas, não vamos perder tempo elaborando uma nova resposta para cada ataque, pois estaríamos chovendo no molhado. Assim, vamos responder usando o método da repetição – um método valioso no processo de memorização dos leitores e, principalmente, eleitores.
            Novamente, o jornal Aqui vem questionar o Argumento. Mais uma vez sai em defesa do mesmo vereador da situação. Por que tanta preocupação do vereador e do Aqui com o  Argumento, para não falar ataques e perseguições?
No fundo, o que muito incomoda o vereador da situação, que fica sempre por trás das linhas do outro jornal, é o espaço democrático que foi dado a todos vereadores no jornal Argumento e no site de Rio Preto. Aliás, no site riopretano, os nossos vereadores não são meros formadores de opiniões, como o site da Câmara insiste em lhes tratar. No site de Rio Preto, cada vereador tem um espaço seu, um banco de informações onde estão suas ações e propostas. Nele, saberemos o que pensam os nossos legisladores sobre a Santa Casa, as entrevistas concedidas ao Argumento etc.


Leandro O. Paço

            Ao contrário do jornal que nos questiona, o Argumento abre suas páginas para todos os vereadores. Será que os demais vereadores não existem para o outro jornal? Será que eles nunca serão entrevistados pelo outro jornal? Será que nunca poderão falar, por exemplo, sobre a Santa Casa, o meio ambiente, a fila que se forma pelas madrugadas em busca de uma consulta agendada (como se uma doença marcasse data para chegar), entre muitas outras questões de interesse da nossa municipalidade. Será que no outro jornal os nossos legisladores nunca poderão falar dos seus projetos? A qualificação do voto e, consequente melhora dos serviços públicos, como saúde e educação, passa pela vontade, capacidade e independência dos nossos políticos. Diante disso, um jornal que se preze deve buscar o debate político para os seus leitores, mas não ficar servindo a este ou aquele político.
Clique para ampliar
             Continuamos favoráveis e lutando pela abertura do site da Câmara. A notícia de que o site do nosso legislativo, construído com dinheiro público, continuará sendo controlado pelo ex-presidente da Câmara em muito nos entristece. Pois, sabemos que um vereador é muito mais do que um formador de opiniões. Vereador faz leis e fiscaliza os atos do Executivo, isto é, prefeito. E, sendo assim, deveria ter um espaço a altura, personalizado, a fim de que tenhamos um banco de informações sobre suas ações políticas. Esta seria uma prestação de contas eficiente, já que, repetimos, personalizada. Mas, pelo visto, o site continuará a não cumprir sua função mais importante, que é a de destacar o seu personagem principal: os vereadores.
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            O Argumento não persegue nenhum político, como afirma o Aqui. O Argumento, por ser um jornal independente do poder, noticia e desperta o senso crítico em seus leitores. Fato que preocupa alguns políticos, principalmente aqueles que passavam a imagem de defensores do dinheiro público. Estes, quando questionados, tentam, de todas maneiras, uma saída. Para isso, alegam perseguições, espalham boatos etc. Tentam de todo jeito nivelar o debate político por baixo. Neste jogo, os nossos leitores podem ficar despreocupados, nós não entraremos.



            A foto ao lado mostra que  estamos aqui para noticiar e propor uma reflexão sobre os políticos que discursam uma coisa e, quando no poder, praticam outra. A foto mostra a enchedeira da prefeitura trabalhando no lote do vereador que se diz perseguido pelo Argumento. Sobre esta máquina, a prefeitura, inclusive, já noticiou que gastou muito dinheiro na sua recuperação. Com esta foto e com esta resposta, podemos dizer, primeiramente, aos leitores do Argumento e depois ao outro jornal e ao vereador que se diz perseguido, que isto não é perseguição, mas jornalismo independente. Como sabemos, a enchedeira pública é para obras públicas (estradas, pontes, escolas etc) e, fora da esfera pública, para pessoas carentes, sem condições de contratar uma máquina particular.
Clique para ampliar
            Se o poder não gosta do Argumento, paciência! Uma coisa é certa, os cofres públicos agradecem notícias como esta e a população, independente e conscientizada, também.
            Finalizando, o poder é uma régua que nos mostra a verdadeira medida de cada um.
Ps. Em vez de utilizar o jornal Aqui para tentar passar a imagem de perseguido, seria mais transparente e leal se este vereador buscasse o Judiciário contra o Argumento. Assim, seria direto, isto é, apareceria pública e judicialmente contra o nosso jornal, deixando de ficar por trás das linhas do outro jornal.

8/22/2011

EDITORIAL

Que foguetório é este? É a droga que chegou, respondem uns. Deve ser jogo, opinam outros. Muitos já sabem que o foguetório não vem do tráfico e nem do futebol, o foguetório que está tomando conta dos nossos ouvidos vem da prefeitura. É! Parece que a Administração foi acordada e quer nos dizer isso com esta barulhada toda.

Quanto ao tráfico sugerido pelos primeiros, felizmente não temos tantos drogados assim. Já o futebol, é uma pena, mas está faltando clássicos para os altos decibéis dos fogos. O nosso futebol está mais para angariar votos do que levar espetáculos. O que quer dizer que teremos futebol para as eleições, quando deveríamos ter futebol para o futebol. Aliás, esta política dada ao esporte já se arrasta por mais de uma década.

Se a atual Administração então está acordando, os fogos são os bocejos dos seu espreguiçar. Mas ela ainda tem que se levantar, buscar as ruas, os riopretanos e todos os problemas que a cidade sofreu enquanto ela era silêncio Administrativo. Haverá tempo? O que vai anunciar o próximo foguetório?

O primeiro foguetório foi pela compra do prédio da Credirio. Um feito desta Administração. Os demais estão inaugurando obras patrocinadas pelo governo Federal, mas tudo bem...

Este vale tudo justifica-se pela insatisfação popular diante da falta de obras. Criou-se na cidade uma especulação prematura sobre as eleições do ano que vem. Todos são candidatos ou querem ser vice do candidatíssimo Agostinho. Então há uma necessidade de dizer, por trás destes fogos, que esta Administração está viva e atuante, mas não à deriva.

O que também pode justificar este debate político sobre as ainda distantes eleições de outubro do ano que vem é o fato de o riopretano ter vencido a barreira de só falar e se envolver com a política em vésperas de eleições. E se somos mais politizados hoje é porque estamos criando o saudável hábito de pensar e questionar os nossos representantes. Para isso, temos o Grito, por exemplo.

Seja qual for o motivo, de agora em diante é bom habituar os ouvidos aos gritos a base de pólvora e espoleta da prefeitura.

Porém, a melhor forma de quebrar o silêncio não são os foguetes, mas sim as palavras. Por isso, a prefeitura deve o quanto antes ressuscitar o seu informe municipal, desta vez de forma legalizada, para que a população tenha informações sobre o que a prefeitura está inaugurando e outros assuntos de interesse popular.

Nós do Argumento estamos ansiosos para noticiar as causas dos próximos fogos. Desejamos noticiar que o foguetório da vez seja para dizer que a Santa Casa está recebendo repasses satisfatórios da prefeitura, que os seus servidores não estão mais com salários atrasados e que há médicos nos plantões. E neste acordar para a nossa saúde pública, vamos noticiar que o foguetório da vez é para dizer também que as filas para consultas e exames estão cada vez menores e quem sabe não as teremos mais.

Mas, se o barulho não for para a saúde pública, que a prefeitura acorde para a nossa educação, nossos bairros, nosso meio ambiente, para o emprego, para as casas populares, entre muitas outras obras e melhorias que foram traçadas no livro de plano de governo que ela sonhou, escreveu, venceu, fechou, dormiu e agora acordou.

RIO PRETO TE PERGUNTA

Leitor, participe do Argumento. Pense a nossa cidade, fale da nossa saúde, educação, meio ambiente, enfim, seja mais que um leitor, seja um cidadão ativo. Propomos alguns temas. Mas, o leitor está livre para falar sobre outros temas que achar relevante.

1) Santa Casa.Qual o papel da prefeitura diante da Santa Casa?

2) Segurança. Quais os porquês de tanta violência e corrupção na nossa cidade?

3) Meio ambiente. Qual é a solução para o lixo diário que produzimos?

4) Você votaria no Edmar ou no Agostinho para prefeito? Por quê?

JORNAL O GRITO COMENTA EDITORIAL DA EDIÇÃO PASSADA DO ARGUMENTO

Muito bom o editorial do jornal Argumento em sua última edição março/abril. A foto do uso indevido da retro da prefeitura para serviço particular, ainda mais em se tratando de que o beneficiário é um vereador, é uma constatação lamentável de que o uso do cachimbo faz mesmo a boca ficar torta. Isso se falar que é uma atitude de uma cara de pau sem precedentes, que só mesmo com muito óleo de peroba é capaz de lustrá-la a ponto de continuar a sorrir e dar de ombros como se nada tivesse acontecido. Se denunciar irregularidades vergonhosas como essa é tida como “perseguição”, que vocês do Argumento continuem “perseguindo” a todos esses “maus políticos”. O péssimo exemplo demonstra como esses aprendizes e infantes de política só sabem olhar para os seus próprios umbigos. Parabéns, Argumento!

6/03/2011

EDITORIAL



 


foto: Leandro de O. Paço
  
Novamente, o jornal Aqui vem questionar o Argumento. Mais uma vez sai em defesa do mesmo vereador da situação. Por que tanta preocupação do vereador e do Aqui com o Argumento, para não falar ataques e perseguições?

No fundo, o que muito incomoda o vereador da situação, que fica sempre por trás das linhas do outro jornal, é o espaço democrático que foi dado a todos vereadores no jornal Argumento e no site de Rio Preto. Aliás, no site riopretano, os nossos vereadores não são meros formadores de opiniões, como o site da Câmara insiste em lhes tratar. No site de Rio Preto, cada vereador tem um espaço seu, um banco de informações onde estão suas ações e propostas. Nele, saberemos o que pensam os nossos legisladores sobre a Santa Casa, as entrevistas concedidas ao Argumento etc.

Sendo assim, o Argumento continuará entrevistando e dando espaço a todos os vereadores, sem discriminação. Ao contrário do jornal que nos questiona, o Argumento abre suas páginas para todos os vereadores. Será que os demais vereadores não existem para o outro jornal? Será que eles nunca serão entrevistados pelo outro jornal? Será que nunca poderão falar, por exemplo, sobre a Santa Casa, o meio ambiente, a fila que se forma pelas madrugadas em busca de uma consulta agendada (como se uma doença marcasse data para chegar), entre muitas outras questões de interesse da nossa municipalidade. Será que no outro jornal os nossos legisladores nunca poderão falar dos seus projetos? A qualificação do voto e, consequente melhora dos serviços públicos, como saúde e educação, passa pela vontade, capacidade e independência dos nossos políticos. Diante disso, um jornal que se preze deve buscar o debate político para os seus leitores, mas não ficar servindo a este ou aquele político.

Continuamos favoráveis e lutando pela abertura do site da Câmara. A notícia de que o site do nosso legislativo, construído com dinheiro público, continuará sendo controlado pelo ex-presidente da Câmara em muito nos entristece. Pois, sabemos que um vereador é muito mais do que um formador de opiniões. Vereador faz leis e fiscaliza os atos do Executivo, isto é, prefeito. E, sendo assim, deveria ter um espaço a altura, personalizado, a fim de que tenhamos um banco de informações sobre suas ações políticas. Esta seria uma prestação de contas eficiente, já que, repetimos, personalizada. Mas, pelo visto, o site continuará a não cumprir sua função mais importante, que é a de destacar o seu personagem principal: os vereadores.

O Argumento não persegue nenhum político, como afirma o Aqui. O Argumento, por ser um jornal independente do poder, noticia e desperta o senso crítico em seus leitores. Fato que preocupa alguns políticos, principalmente aqueles que passavam a imagem de defensores do dinheiro público. Estes, quando questionados, tentam, de todas maneiras, uma saída. Para isso, alegam perseguições, espalham boatos etc. Tentam de todo jeito nivelar o debate político por baixo. Neste jogo, os nossos leitores podem ficar despreocupados, nós não entraremos.

A foto acima mostra que não estamos aqui para perseguir nenhum político, mas noticiar e propor uma reflexão sobre os políticos que discursam uma coisa e, quando no poder, praticam outra. A foto mostra a enchedeira da prefeitura trabalhando no lote do vereador que se diz perseguido pelo Argumento. Sobre esta máquina, a prefeitura, inclusive, já noticiou que gastou muito dinheiro na sua recuperação. Com esta foto e com esta resposta, podemos dizer, primeiramente, aos leitores do Argumento e depois ao outro jornal e ao vereador que se diz perseguido, que isto não é perseguição, mas jornalismo independente. Como sabemos, a enchedeira pública é para obras públicas (estradas, pontes, escolas etc) e, fora da esfera pública, para pessoas carentes, sem condições de contratar uma máquina particular.

Se o poder não gosta do Argumento, paciência! Uma coisa é certa, os cofres públicos agradecem notícias como esta e a população, independente e conscientizada, também.

Finalizando, o poder é uma régua que nos mostra a verdadeira medida de cada um.

Ps. Em vez de utilizar o jornal Aqui para tentar passar a imagem de perseguido, seria mais transparente e leal se este vereador buscasse o Judiciário contra o Argumento. Assim, seria direto, isto é, apareceria publica e judicialmente contra o nosso jornal, deixando de ficar por trás das linhas do outro jornal.

10/08/2010

EDITORIAL

EDITORIAL
Resposta ao Jornal Aqui (Para o Aqui, o Argumento não tem ética e nem responsabilidade).

Primeiramente, é de se esclarecer que notas de redação são meios de defesa e esclarecimento que os jornais e demais publicações dispõem para avisar os seus leitores de que está havendo desinformação ou má-fé no alegado em matérias ou opiniões de políticos ou quaisquer outras pessoas, sem esquecer, claro, que servem também para agradecimentos.
Sabemos que um vereador tem imunidades, isto é, pode falar o que quiser dentro do município que o elegeu. Esta imunidade é importante no sentido de revelar o político que se tem para a população e, principalmente, aos eleitores que o elegeram. Quando um vereador aproveita deste escudo legal para declarar inverdades e querer prejudicar a credibilidade do próximo ou de um veículo de informação, como o jornal Argumento, ele está mostrando do que é capaz quando está no poder. Nesse caso ele utiliza da imunidade para exercer seu poder ilimitado contra aqueles que lhe questionam. Agindo assim, ele deixa de lado a ética e todos que esperam dele um comportamento leal.
Para uma pessoa conversar com a outra ou até mesmo ser amiga, ela não precisa, necessariamente, torcer para o mesmo time; professar a mesma religião; ter a mesma opção política. Levar divergência política, religiosa ou qualquer que seja para o campo pessoal é perda de tempo e, na política, é querer o papel de vítima. Podemos ser mais, podemos falar de política sem falsas acusações; podemos falar de religião sem praticar terrorismo; podemos gritar gol com todos os pulmões sem participar de torcidas organizadas; podemos enfim evoluir nos nossos relacionamentos.
O jornal Argumento utiliza, sempre que necessário, notas de redação, na edição passada não foi a primeira vez que este recurso foi utilizado, o que também não importaria se o fosse.
O objetivo das notas de redação, na edição passada, foi avisar os leitores de que aquele vereador entrevistado estava mal informado ou agindo de má-fé em suas respostas, que, aliás, eram mais ataques ao jornal e ao editor do jornal do que informações aos leitores e eleitores sobre os rumos da nossa cidade e os trabalhos da Câmara. É de boa política lembrar que os vereadores que já foram entrevistados, tanto os da situação quanto os de oposição, responderam as perguntas em vez de atacar o jornal e seu editor. Voltando às notas de redação, uma delas, talvez a principal, foi utilizada pelo Argumento quando o vereador quis desacreditar a nossa publicação falando que o site de Rio Preto na internet, que tem como um dos proprietários o editor deste jornal, teve sua verba cortada pela atual administração. Para este ataque dirigido ao Argumento e a seu editor, fizemos uma nota de redação esclarecendo à população que lê nosso jornalzinho de que o vereador estava mal informado ou agindo de má-fé. Informamos também, naquela nota, que o site de Rio Preto nunca recebeu dinheiro desta Administraçao ou da passada. Lembrando que foi uma pena não ter havido esta parceria site e prefeitura, pois nossa cidade poderia estar sendo divulgada em circuitos turísticos – o que aqueceria o nosso comércio (bares, restaurantes, feira na praça etc), trazendo dinheiro para nossa cidade sem depredação ambiental.
Fica dada esta resposta ao jornal Aqui e, principalmente, aos leitores do Argumento que sempre buscam em nossas páginas notícias sobre o meio ambiente, literatura, crônicas riopretanas e, em matéria de política, notícias desvinculadas dos cofres públicos, pois, como gostamos de repetir, o nosso jornalzinho não publica matéria paga e faz questão de ser o contraponto da notícia oficial, o que para nós vêm a definir bastante o que seja um comportamento ético. Ou ética, para o jornal que nos questiona (ou para o vereador que provavelmente estava por trás daquelas linhas), seria a incondicional defesa dos que estão no poder? Ou ética é passar quatro anos louvando a administração anterior e no dia seguinte, com o novo prefeito, dizer que a cidade estava um caos? Mudou o jornal ou mudou a cidade? Ou ética é fazer da imunidade uma arma rasteira contra jornais e pessoas? Não precisa ser conhecedor de filosofia ou sociologia para saber que ética é constituída de princípios, e princípios não mudam de quatro em quatro anos, bem como não se enfraquecem diante de imunidades.
Então é isso aí, um abraço aos leitores do Argumento e do Aqui. Sigamos em frente. Cada um com suas conclusões.

9/25/2010

EDITORIAL

Inverno com chuva é muito ruim. As nuvens molham e apagam o sol. E o dia se faz nestas bobagens de pensar molhado também. As mãos se esfregam, vão ao rosto, recebem sopros, e nada, senão o prazer secreto do ato. A rolinha forma uma bolinha e resmunga que o fogo apagou, o fogo apagou... Os gatos esquecem velhas rixas e se amontoam por camas e sofás, na falta dos balaios. Se o que nos sobra é água, ela vai ficando um pouco para depois. Até a vida fica um pouco para o outro dia, principalmente a vida pública. Sair pra quê? Nesses dias, liga-se tudo e, com muito esforço, o chuveiro. Ligar o radinho à pilha, acender o fogão à lenha, fazer aquele cafezinho, assar um pão-de-queijo... Se tiver um livro, melhor ainda. Se tiver esse jornal para fazer, aí o dia de chuva ruim passa a ser dia de chuva bom. Ainda mais com as matérias já rascunhadas, as crônicas escolhidas e só o trabalho de ligar o computador e ir montado página por página.

É neste clima de dia chuvoso que o jornal sai, mas nem por isso cinza, com exceção, claro, da nossa política sem brilho. Mesmo assim temos que mostrá-la, já que maquiá-la é ir contra a cidade que queremos e merecemos, pois contribuímos com os cofres públicos pagando IPTU, COSIP, entre outros tributos. Vamos, então, começar pela coisa mais importante, que é a política. Ela segue, com direito à antítese, parada. É muita foto para pouco acontecimento; muito foguete, para pouco despertar; é muita maquiagem... Ela grita o tempo todo que está viva, mas não abre mão do silêncio e é leniente com o passado.

O meio ambiente, mais uma vez, traz notícias boas e dá um colorido à nossa esperança. O Ibama, entre outros órgãos, segue firme na campanha de combate ao tráfico de animais silvestres. Na edição passada, trouxemos um prospecto com as informações dessa campanha. Na página 05, temos mais informações sobre esta ação conjunta, onde a peça mais importante somos nós, cidadãos em defesa do nosso meio ambiente e contra esta que é a terceira modalidade de crime mais cometida, o tráfico de animais silvestres (as outras duas são: tráfico de drogas e armas).

Então é isso, leitor, uma boa leitura e que nesta o dia seja também de sol lá fora.

7/28/2010

EDITORIAL

Todo voto é pago. Um voto pago com grandes ações é nobre, a saúde e a educação são os melhores exemplos. Outros, menos nobres, demonstram as nossas fraquezas administrativas. Neste caso, o saco de cimento e a pinga os exemplificam bem, porém, este ainda não é o voto mais barato. Podemos descer ainda mais e dizer que o voto mais barato é aquele pago com o silêncio. O silêncio é a recusa em prestar contas por parte dos eleitos e dos indicados pelos eleitos. O silêncio é uma pá de cal na esperança, é uma interrogação na mente do contribuinte do IPTU, COSIP, entre outros tributos.
Dois fatos, publicados na edição passada, vêm nos chamando atenção, nesta edição. O dois envolvem o perigoso silêncio. O primeiro é sobre o osso e os entulhos de cemitérios jogados na usina de lixo e áreas próximas às nascentes que abastecem a nossa cidade. O outro fato é sobre o dinheiro que, segundo a Prefeitura, foi repassado à Santa Casa.
Diante destas duas notícias, o jornal Argumento saiu em campo para checá-las. Ao Secretário de Saúde e Vice-Prefeito foi dado o direito de explicar o noticiado (inclusive em Valença) sobre a terra de cemitérios e do osso humano, ambos jogados lá na usina de reciclagem. Foi dado a ele, pelo jornal Argumento, uma oportunidade de prestar informações sobre estes fatos. A resposta, no entanto, foi o silêncio.
O outro fato que nos chamou atenção foi a declaração da provedora da Santa Casa sobre uma boa quantia de dinheiro repassada à Santa Casa pela Prefeitura. Esta notícia do repasse saiu no jornal Oficial, publicação da Prefeitura. Para sabermos mais sobre esta provável boa notícia, já que o repasse de dinheiro da Prefeitura é vital para a Santa Casa, oferecemos um espaço à Provedora para confirmar o recebimento deste dinheiro. Também foi dado à Provedora a possibilidade de publicar no Argumento os documentos que comprovem este repasse. Naquela ocasião, oferecemos também um espaço para a Provedora analisar a possibilidade de termos médicos em plantão todas as noites na Santa Casa. Seria um ótimo momento para a cidade ficar informada sobre o nosso sistema de saúde e as finanças da Santa Casa, que é o nosso primeiro hospital. Mais uma vez, a Prefeitura preferiu orientar o silêncio à Provedora.
Continuamos torcendo para que o silêncio seja quebrado e que no Argumento ou em qualquer outro meio de comunicação local (rádio e jornais) o Secretário de Saúde e a Provedora da Santa Casa dêem as informações, principalmente documentadas, que a comunidade necessita e tem o direito de ter.

5/05/2010

EDITORIAL

O que escrever? O primeiro ano está perdido. O segundo mal começou. É tarde para não ter marcado nem um gol e cedo para querer sair deste zero a zero. A partida dura quatro anos e pode ser medida em quatro tempos. O primeiro acabou. A rede social não foi balançada. Os bairros estão apanhando das chuvas. As filas gozam a esperança. A Santa Casa continua a pedir socorro.
Estamos, neste início de editorial, falando da atual administração, da nossa política de cada dia que faz um mandato de quatro anos.
Enganam-se, porém, aqueles que pensam que apostamos no caos. Mesmo neste cinza administrativo, contamos que o sol possa brilhar. Pois, o ano mal começou e ainda restam, praticamente, três para as obras acontecerem. O jogo pode ser virado. É preciso manter a esperança e, principalmente, a mobilização. Usar o lema dos escoteiros e ficarmos “sempre alerta” para os nossos políticos, esse é um bom caminho. Esse é o caminho da cidadania. Ficar só reclamando pelos cantos, é pouco. É preciso jogar, mostrar a cara, protestar direitos. Quer um exemplo: os professores. Um aumento vem sendo anunciado. Será que aquela mobilização valeu a pena? Será que valeu a pena romper com o Sindicato? Será que valeu a pena faixas e artigos nos jornais? Pelo visto, sim.
A esperança deve se manter porque tivemos também um final de ano daqueles. Em dezembro, foram nada menos do que cinco jornais na praça: Grito, Novos Rumos, Democratas, Câmara e, claro, o Argumento. Sinal que estamos alerta. Sinal que os nossos políticos vêm adotando um caminho confiável, o da expressão.
Na página 05, escolhemos e comentamos um pouquinho de cada publicação. Faltou a publicação da Prefeitura, o Oficial, que nos chegou às mãos agora em fevereiro.
Certo é que a cidade vem sendo pensada por todos os lados. A oposição nunca foi tão participativa e construtiva: fez a defesa dos concursados da Prefeitura e dos professores; questiona a confiabilidade do provável concurso da Câmara; sai em defesa dos bairros e do dinheiro público.
Outro acontecimento marcante no mês de dezembro foi a entrevista promovida pelo jornal Argumento com os nossos vereadores. Cinco vereadores, a maioria da Câmara, responderam à entrevista e declararam apoio à Santa Casa, neste Jornal. Opinaram no sentido de que a prefeitura deva repassar dinheiro àquele hospital. Os demais legisladores, lamentavelmente, preferiram o silêncio.
Sobre a questão da Santa Casa, o Argumento criou também um espaço para o riopretano participar. É fácil opinar, basta acessar o site de Rio Preto, o www.riopreto-mg.com, e entrar no blog do jornal para votar na enquete sobre a Santa Casa e a Prefeitura. Participe, dê o seu voto, diga sim ou não ao repasse de dinheiro da Prefeitura à Santa Casa. Vamos ajudar a definir os caminhos do dinheiro público! Esperamos o seu voto!
Para finalizar, o Argumento inicia uma rodada de entrevistas com os nossos vereadores. O critério adotado para o seu inicio é o de maior votação. Na página 03, o vereador José Benedito estreia falando de política e futebol.
No mais, leitor, desejamos uma boa leitura e que o dia desta seja de sol e, se não for desejar demais, sem aquele calor.

10/27/2009

Editorial

Um Grito para ser ouvido
Imediatamente após a primeira edição do jornal O Grito, comentários irônicos foram veiculados no jornal Aqui. O que se pretendeu com isso foi desacreditar o novo jornal perante a opinião pública. Ao comparar o jornal O Grito a inutilidade do grito do porco diante da morte, tentaram nos convencer de que qualquer pessoa que discorde da atual Administração não será ouvida. Essa afirmação não deve ser verdadeira, pois para o melhor de Rio Preto é que qualquer opinião e jornal devem sim ser ouvidos e respondidos com argumentos que façam sentido. O que se espera da imprensa riopretana é que busque no Poder Público respostas completas e sérias para os problemas da cidade. O que se espera de um jornal daqui é que seja independente do Poder, para, assim, poder divulgar com igualdade as ideias, não importando serem estas da oposição ou situação.
Notamos, por outro lado, que a Administração 2009/2013 ainda não conseguiu um veículo de informação para responder aos questionamentos da oposição. E não será com piadas, anônimas ou não, que a prefeitura conseguirá cumprir esta obrigação.
Ficamos sem a Exposição, por motivo de saúde
O Dr. Rômulo Alvim escreveu uma carta aberta à população de Rio Preto e Parapeúna sugerindo o cancelamento da Exposição Agropecuária de Rio Preto em virtude da gripe da Gripe Suína (A H1N1).
A razão que o médico apresenta é o fato de que seria o cancelamento da festa uma forma de evitar, pelo maior tempo possível, a chegada aqui do vírus dessa gripe.
Este cancelamento da Exposição é uma medida sensata e oportuna dado o fato de desconhecermos a real dimensão que o problema causado pela nova gripe se configurará no futuro.
Nossa cidade está relativamente isolada dos grandes centros urbanos, os locais onde o vírus da nova gripe já está comprovadamente presente.
Devemos aproveitar a vantagem deste isolamento relativo de nossa cidade para conseguirmos evitar na medida do possível o surgimento de casos da nova gripe.
O adiamento ou mesmo o cancelamento da Exposição é uma das medidas que possibilitarão manter este vírus longe daqui, ao menos até que surja a vacina que nos livrará dos seus malefícios.
Felizmente, a Prefeitura acatou a sugestão do Dr. Rômulo.
Outra medida oportuna é agilizar para que quando surgir um caso suspeito dessa nova gripe, as equipes médicas possam imediatamente enviar material deste paciente para exames laboratoriais que comprovem se realmente é um caso de Gripe Suína. Assim, poderemos saber com certeza se as pessoas que apresentarem sintomas têm realmente a gripe ou não. Dessa forma, o paciente terá o tratamento eficaz, os médicos estarão seguros dos seus diagnósticos e Rio Preto terá noção exata da extensão que o problema da nova gripe alcançou aqui.

8/16/2009

EDITORIAL


Sábado, 04 de julho, o Sr. Prefeito Dr. Edmar, utilizando-se da Rádio Comunitária, falou à população sobre os seus seis primeiros meses de governo. Além dos seus pronunciamentos pela rádio, ele vem distribuindo os informativos da Prefeitura. Louvável a iniciativa de prestar contas e reparar um erro de campanha: o de não falar sobre os seus projetos para Rio Preto. Com perguntas elaboradas pelo seu grupo político (não foi aberto aos ouvintes a opção de participar da entrevista), o Sr. Prefeito respondeu muitas questões. Mais uma vez falou que está pagando muitas dívidas dos administradores passados. Porém, é de se registrar, que nada fez ainda para que os cofres públicos sejam ressarcidos, ou seja, não comunicou os fatos ao Tribunal de Contas e nem levou ao conhecimento do Ministério Público as irregularidades que diz ter encontrado. Das duas uma: ou estamos diante de uma jogada política para desgastar os administradores passados ou está havendo cumplicidade.
A saúde foi o tema de grande destaque no pronunciamento do Prefeito. Além de suma importância, ela vem sendo muito questionada pela população. Afinal, é na Santa Casa, por exemplo, que temos os primeiros socorros e também internações. É para lá que todos corremos, a qualquer hora, para buscar socorro. Quanto a este ponto, a população ficou sem muitos esclarecimentos. Até bem pouco tempo, os funcionários daquela Irmandade estavam com seus salários atrasados e um dos motivos era a falta de repasse de dinheiro pela atual administração. Ficamos também sem saber o porquê do afastamento da Srª Dirce, uma provedora que sempre batalhou pela Santa Casa. Será que foi por motivo político? Se o motivo foi este – o que não justifica também tal atitude – parece que agora não vai haver mais razão para não repassar o dinheiro mais que necessário e justo para ajudar a pagar os servidores daquele hospital e cuidar da saúde da população riopretana. Ainda sobre a saúde, com relação a Tomada de Preços (modalidade de licitação prevista na Lei das Licitações – L. 8666/93), o Sr. Prefeito alegou sua utilização para compra de medicamentos para o Posto de Saúde. Então deve haver um Contrato Administrativo, como manda a Lei das Licitações. Seria interessante que algum vereador buscasse este contrato e fizesse um relatório à população sobre o mesmo. Para finalizar o tema, é de se esclarecer que o PSF é obra e projeto do Governo Federal, inclusive a folha de pagamento é paga por Brasília. Mais uma conquista do governo Lula para todas cidades do Brasil, conquista esta que, é bom lembrar, PSDB E DEM votaram contra.
Dando fim ao seu pronunciamento, o Prefeito alegou falta de tempo para falar de meio ambiente e cultura. Talvez, porque ainda não tenha nenhum projeto em andamento. Com relação ao meio ambiente, lembramos que existe um ótimo projeto para o rio, que inclusive já virou lei, é o chamado Guardiões do Rio Preto. Se esta lei sair da gaveta, isto é, se for regulamentada pelo Prefeito, teremos empregos e consciência ambiental gerados, incentivando, de quebra, o turismo para o nosso lugar. Esta lei visa, principalmente, a despoluição do rio (bolsas plásticas e demais resíduos poluentes), a recuperação das matas ciliares e o repovoamento das espécies. Para isso acontecer, a Prefeitura teria uma equipe para cuidar do barco (limpeza, plantio e repovoamento do rio); a segunda para trabalhar com a população ribeirinha (conscientização para não jogar lixo no rio); e a terceira para elaboração de um viveiro para a recuperação das matas ciliares. Uma lei que, se regulamentada pelo Prefeito, criará, no mínimo, uns 15 empregos. Buscando sensibilizar o Prefeito para esta questão ambiental, o Jornal Argumento encaminhou à Secretária do Meio Ambiente, Srª Marilda, uma cópia desta lei. E ofereceu para a Secretária Marilda um espaço neste jornal e no site de Rio Preto pelo tempo que for necessário para que a população comece a entender a importância econômica e ambiental do rio. Dela, ouvimos a promessa de conversar com o Sr. Prefeito, além de buscar parcerias com os municípios vizinhos.
O editorial desta edição vai ficando por aqui, esperamos notícias melhores para a próxima edição, principalmente com relação à Santa Casa, meio ambiente e cultura. Uma boa leitura!

7/06/2009

EDITORIAL


"Nenhum governo pode dizer que é um sucesso sem uma oposição formidável." Benjamin Disraeli"
Passados seis meses do atual governo, uma pergunta já está no ar: seria curioso saber qual é a opinião sobre a atual administração daqueles candidatos que, na eleição passada, nos traziam mensagens, propostas, e eram oposição ao PSDB (45)? Que têm a nos dizer os que ontem foram candidatos a prefeito? Que têm a nos dizer sobre Rio Preto e a atual administração, os partidos políticos de oposição?
Há quatro anos e seis meses, colocávamos nas ruas a primeira edição do jornal Argumento. Com a intenção de falar de meio ambiente, cultura e, principalmente, política, chegamos a esta vigésima sétima edição. Com esses propósitos, partimos a cada bimestre com nossas seis páginas. Os leitores gostaram. Logo, surgiram as colaborações, anunciantes e assinantes. É de se registrar também que começamos nossa publicação junto com a administração passada, o que foi uma boa coincidência, já que o jornal passou a tratar de política no início de um mandato. Politicamente, emplacamos o nosso segundo mandato: o Jornal continua com seu propósito de ser o contraponto da notícia oficial. Esse propósito faz alternar a satisfação ou insatisfação dos grupos políticos. Muitos daqueles que gostavam, agora estão contra. É simples, viraram poder. Por outro lado, o grupo que perdeu o poder, que era aquele que não gostava do Jornal, agora começa a mencioná-lo. Que bom que o Argumento, com relação aos grupos políticos, só tem uma vontade: expô-los diante da bipolaridade política que carregam. Ser a favor ou não de concurso público, transparência com as finanças publicas, combate à corrupção, empreguismo, é mera questão de estar ou não no poder. Sabendo disso, foi tarefa fácil evitar, por exemplo, o fanatismo eleitoral passado. Bastou dirigir esta publicação para o campo das propostas, para que a cidade fosse pensada pela maioria dos candidatos, fato difícil até então. A eleição passou. Estamos no início de um governo que, apesar de não ter ido para o embate das idéias, prometeu reconstruir Rio Preto, o que nos deixa esperançosos. E se a esperança já esmoreceu um pouco, deve-se ao fato desta administração ter acobertado, até agora, as coisas erradas da administração passada. Onde já se viu deixar, por exemplo, professor sem receber, dívidas com INSS, e não denunciar o fato ao Tribunal de Contas. Parece que está havendo uma cumplicidade, onde a insatisfação da atual administração perante os desvios e sucateamento da máquina administrativa é mais para a esquina, já que estão restritas a jornais a serviço da expressão do poder. Foi dito, em outra ocasião, que o administrador público que constata irregularidades do seu antecessor e silencia perante os órgãos fiscalizadores também está infringindo a lei, isto é, cometendo crimes contra a ordem administrativa.
A oportunidade de reconstruir Rio Preto está aí, e já começa a passar. Este é o momento de quebrar o ciclo perverso onde o mau político é protegido pelo seu sucessor. E esta proteção ocorre em detrimento dos cofres públicos, financiadores da educação, merenda escolar, saúde, veículos oficiais, turismo, meio ambiente etc.

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