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2/25/2014

Overdose de açúcar

Brigham Hickson, um estudante da escola secundária em Nova York, começa cada dia de escola com um refrigerante – o tipo com muita borbulha e muito açúcar.
Brigham sempre bebe uma garrafa de coca-cola ou sprite antes das aulas começarem às 8 horas da manhã.
Na hora do almoço, ele bebe mais duas garrafas de refrigerante. "Eu gosto do modo como isso faz cócegas na minha garganta", ele diz. Total de colheradas de açúcar em três garrafas: cerca de 50.
A paixão de Brigham por refrigerantes não é incomum. Garotos e garotas americanas bebem muito refrigerante. "Refrigerante é uma porcaria", declara o nutricionista Michael Jacobson. "Ele tem açúcar demais e não tem nenhum valor nutritivo. Não tem vitaminas, minerais, proteínas ou fibras. Apenas açúcar. Jacobson é autor de "Liquid Candy" (Doce Líquido), um relatório sobre os efeitos dos refrigerantes sobre a saúde. De acordo com o relatório, o garoto adolescente nos Estados Unidos toma 15 colheradas de açúcar todos os dias em forma de refrigerantes. A garota adolescente americana engole cerca de 10 colheradas de açúcar diariamente em refrigerantes.
Pelo fato dos adolescentes preferirem refrigerantes do que leite, por exemplo, eles não conseguem vitaminas, minerais e cálcio que eles necessitam para formar ossos e dentes fortes.
Garotos (as) consomem muitos doces, batata frita e outros tipos "junk food" (comida imprestável).
Isto pode levar a problemas de saúde, incluindo obesidade, dentes cariados e ossos fracos.
(Traduzido e adaptado por Dênis de O. Duque de "A Sweet Deal", in Time for kids. Abril, 1999).

12/27/2013

NOTÍCIAS DAS GERAIS

NOTÍCIAS DAS GERAIS
O que é o Cartão de Identificação do Produtor Rural emitido pelo IMA?Esta é a  identidade do produtor rural em Minas Gerais para controle sanitário dos rebanhos. Os dados contidos no verso desse cartão são os seguintes: 1 – Nome do produtor; 2 – Número do CPF do produtor;3 – Nome da propriedade;4 – Código da propriedade;5 – Município onde a propriedade está localizada;6 – Código do produtor;7 – Data da vacinação;8 – Rubrica do servidor que recebeu comprovação da vacina.
Para que serve o Cartão de Identificação do Produtor? Para comprovar as vacinações contra Febre Aftosa e Brucelose e também, para a emissão da Guia de Trânsito Animal - GTA.
Posso saber o quantitativo bovino com o Cartão de Identificação do Produtor?Sim. Todo produtor pode solicitar semestralmente no escritório do IMA onde está cadastrada a sua propriedade rural  um extrato do quantitativo bovino que possui. Para isso, basta apresentar o cartão de identificação e solicitar a ficha sanitária dos animais.
Posso consultar as informações contidas no Cartão de Identificação pela internet?
Não. Por enquanto essas informações são consultadas somente nos escritórios do IMA.

12/16/2012

Vereança, trabalho voluntário

Uma Proposta de Emenda à Constituição quer por fim ao salário de vereadores de municípios com menos de 50 mil habitantes em todo o país. A proposta é do senador Cyro Miranda (PSDB-GO). O texto tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Se o texto for aprovado, 90% das câmaras municipais do Brasil serão atingidas. A PEC pretende ainda limitar os gastos das casas legislativas dos municípios ao máximo de 3,5% da arrecadação municipal. A proposta recebeu apoio de 30 parlamentares. Miranda acredita que se o atrativo não for o salário, os vereadores assumirão o cargo “em razão da condição cívica, da honorabilidade ou de sua capacidade profissional”. A Constituição garante que os vereadores possam acumular outras funções, se o horário for compatível com a demanda do mandato. O autor da PEC afirma que na maioria dos municípios, os vereadores se reúnem duas vezes ou três vezes por mês, e com isso, eles poderiam exercer outras atividades remuneradas. Em declaração ao site Conjur, o professor de Direito Constitucional da PUC São Paulo defendeu a inconstitucionalidade do texto porque “não existe trabalho gratuito”. Já o constitucionalista Flávio Pansieri, fundador da Academia Brasileira de Direito Constitucional (Abdconst), “a proposta não é inconstitucional” ainda crê que ela “seja bem adequada para as características de nosso país”.

O custo dos legislativos nos 5.565 municípios brasileiros em 2011 foi de R$ 9,5 bilhões, ao considerar apenas as despesas declaradas. O valor gasto corresponde quase ao orçamento do Ministério da Cultura para cinco anos, de R$ 10 bilhões. E o dispêndio anual poderá ultrapassar os R$ 15 bilhões em 2013, quando um número maior de vereadores será eleito com salários maiores que os atuais. Para Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, a função das câmaras de vereadores foi esvaziada nas últimas décadas por causa da “força” exercida pelo Executivo. “Os vereadores não cumprem seu papel, não fiscalizam. Quem legisla, de fato, é o Executivo. Os prefeitos compram suas bases por meio da distribuição de cargos”, avaliou Abramo em entrevista ao O Globo. A reportagem pesquisou os 26 sites dos legislativos das capitais do Brasil e constatou que a maioria não traz informações de fácil acesso. Em São Luís, no Maranhão, por exemplo, ao tentar pesquisar dados sobre a Câmara o internauta é avisado que, se continuar, a página poderá danificar o computador. “As câmaras municipais são as menos transparentes de todos os poderes. Tudo que acontece na esfera nacional, acontece na esfera estadual e é muito pior nos municípios”, conta Abramo.

 

8/11/2012

Bolt e Phelps - Dois lerdos

Jaguar – O Dia.

Rio -  Guepardos, leões, hienas, zebras, galgos, antílopes, coelhos, cavalos, girafas, raposas e outros bichos deixariam Bolt, o homem mais veloz do mundo em todos os tempos, a comer poeira no último lugar se disputassem uma corrida com ele. Já o peixe-espada — que chega aos 97,6 km por hora — daria várias voltas na piscina enquanto Phelps percorria 50 metros. Se bobear, até um pinguim nada mais rápido que o supercampeão e o Cielo juntos. Para mim é um mistério a sobrevivência do ser humano na natureza. Vi na tevê o nascimento de uma coruja. O bichinho quebra a casca do ovo, sacode as asas e sai à procura de comida — se antes não virar comida. O ser humano (copyright Ziraldo) nasce pateticamente indefeso e frágil. O fato de ter sobrevivido tantos milênios só reforça a teoria de Darwin de que o homem vem do macaco. Mas, mesmo assim, deu Mozart, Leonardo da Vinci e Ava Gardner. Vai entender uma coisa dessas!

E essa garotada que desandou a fazer 70 anos! Agora foi a vez de Caetano, logo depois de Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola. E vem aí, fechando a raia, Chico Buarque, daqui a dois anos. Li tudo, pelo menos uma coisa não sabia: o nome de batismo da mãe, Dona Canô, é Claudionor. Alguém aí pode me informar o que, depois dessa turma e mais uns poucos, aconteceu com a MPB? Por falar nisso, lá se foi o Magro, grande figura, do MPB4. Como dizem, depois de uma longa luta contra o câncer. Eufemismo. Ninguém luta contra o câncer. É como o Carcará,do João do Vale, companheiro de tantos porres: pega, mata e come.

João Ubaldo me deu uma grande alegria. Ele pediu, em crônica recente, desculpas aos leitores por repetir, às vezes, textos já publicados. É que, ao digitar uma crônica, fico na dúvida se já saiu no DIA. Vou tomando notas — nunca em bloquinhos que compro aos montes e sempre esqueço de levar no bolso — em guardanapos de papel ou num espaço em branco nos jornais que leio nos botecos e acabo perdendo.

6/10/2012

O candidato ingênuo

Frei Betto

Rio -  Candidato, palavra que deriva de cândido, íntegro. Quem dera a maioria correspondesse a essa etimologia... A ingenuidade de muitos candidatos a vereador se desfaz quando, convidado a concorrer às eleições, acredita que, se eleito, não será ‘como os outros’ e prestará excelente serviço ao município.
 
O que poucos candidatos desconfiam é que servem de escada para a vitória eleitoral de políticos que eles criticam. Para se eleger vereador ou deputado estadual ou federal, é preciso obter quociente eleitoral — e aqui reside o pulo do gato.
 

Cândidos eleitores imaginam que são empossados os candidatos que recebem mais votos. Ledo engano. É muito difícil um único candidato obter, sozinho, votos suficientes para preencher o quociente eleitoral. A Justiça Eleitoral soma os votos de todos os candidatos do mesmo partido, mais os votos dados apenas ao partido, sem indicação de candidato.
 
Ora, se você pensa em ser candidato, fique de olho. Pode ser que esteja servindo de degrau para a ascensão de candidatos cuja prática política você condena, como a falta de ética. Enquanto não houver reforma política, o sistema eleitoral funciona assim: muitos novos candidatos reelegem os mesmos políticos de sempre!
 
Como alerta o sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, “mais frequentes são a derrota e a frustração de pessoas bem-intencionadas, mas desinformadas. Ao se apresentar como candidatas, elas mobilizam familiares, amigos e vizinhos para a campanha. Terminadas as eleições, percebem que sua votação só serviu para engordar o quociente eleitoral do partido ou da coligação... Descobrem, tarde demais, que eram apenas ‘candidatos alavancas’”.
 
Convém ter presente que o nosso voto vai, primeiro, para o partido e, depois, para o candidato.

6/01/2012

Veja só!

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”. Esta frase é do jornalista Maurício Dias, que é também editor especial e colunista da edição impressa da revista CartaCapital. Uma frase feita para analisar o péssimo jornalismo praticado pela revista Veja, envolvida com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o Senador Demóstenes Torres (Dem), conforme escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal.

Diante disso, a pergunta é uma só: Qual Brasil que a Veja quer para nós?

5/14/2012

Dia do Índio

Por, Célia Vaz - Artesã e Poetisa. Funil - Rio Preto.

O que significa esse dia?Para que serve? 
O Dia do Índio foi criado no Brasil em 1943 através de um decreto de Getúlio Vargas,após insistência do Marechal Rondon,pois desde 1940 outras nações americanas já o haviam feito,quando no México houve o I Congresso Indigenista Interamericano.O dia dezenove de abril instituiu-se porque foi o dia em que os índios compareceram ao Congresso,após um período de resistência quanto a participar do evento (estavam descrentes),o que tornou a data histórica. 
Lembro que quando criança,nas escolas era comum pintar a cara de índio,contar alguma história indígena e pronto,mais nada.Silêncio por todo o resto do ano.Chegando em casa as crianças iam brincar com seu “Forte Apache”,com os bonecos “Touro Sentado”, “Nuvem de Fogo”,etc. 
Numa nova colonização íamos integrando um modo de ser selvagem alheio às nossas raízes.Alguém conhece bonecos de Jaci,Tupã ou Micura?Ou pode narrar duas ou três histórias de qualquer etnia indígena brasileira?E você me pergunta para quê?Certamente nos ajudaria a entender mais e melhor nossa própria alma de brasileiros,confusos que somos assumindo discursos alheios,manipulados por povos mais fortes,porque mais fiéis às suas origens e mitos. 
Como seria bom que conhecêssemos nossos índios a ponto de nos re-conhermos neles!Vim morar no Funil para tomar banho de rio,andar pelas matas,ver uma onça!E quem sabe reviver um mito qualquer,sob o luar... 
Por isso proponho para este dezenove de abril (e para tantos outros dias) que tentem se sentir como nossos índios: 
Sente-se à beira de um rio,contemple o firmamento,ouça todos os sons (feche os olhos se quiser),sinta o vento. 
Eles eram uma e mesma coisa com a natureza,filhos dela.Experimentavam paz,alegria e comunhão cotidianamente,sempre contemplando,e celebrando. 
Contemplação, eis um santo remédio para a loucura do mundo.                                                                                                
Para complementar o texto, trago nestas linhas uma história Carajá, história de amor e de origens... 
“Houve um tempo em que os carajás viviam apenas da caça e da pesca.Não plantavam nem milho nem mandioca.Com as chuvas,não tinham o que comer.

Na aldeia carajá,havia duas irmãs: Imaerô,a mais velha,e Denaquê,a mais nova.Uma noite,quando olhavam o céu,Imaerô não tirava os olhos de algo que brilhava no céu.Seu coração batia forte. 
- Quero o que está brilhando ali – disse para o pai.
- Esta estrela grande é Tainacã.Ela fica muito longe daqui e não pode ser de ninguém.Só se você quiser muito,muito mesmo.Se ela ouvir,pode ser  que seu desejo se realize. 
A moça foi dormir pensando nisso.
No meio da noite,ouviu alguém entrar  na oca.Assustada,perguntou:
- Quem está aí?
- Tainacã – respondeu uma voz... 
Entusiasmada,Imaerô foi em direção à luz que iluminava no escuro.Chamou o pai e a irmã e acendeu o fogo para ver a cara da estrela.Mas,quando viu que a desejada estrela era um velho,de cabelos brancos como algodão,ficou curiosa e gritou. 
- Não quero me casar com você!Você é velho e feio!
Tainacã chorou baixinho.Denaquê,penalizada,pegou suas mãos e disse:
- Quero que você seja meu marido. 
No dia seguinte,celebraram o casamento.E,logo depois,o velho,feliz,disse à sua jovem esposa:
- Preciso ir sozinho à floresta,limpar um terreno e plantar coisas boas,que os carajás nunca viram.
Foi até o rio.Disse palavras mágicas e entrou na água.Com a água nos joelhos,mergulhava uma das mãos nela e tirava-a cheia de sementes – de milho,mandioca e todas as outras plantas que os carajás cultivam até hoje.Depois,foi roçar um terreno. 
Denaquê,preocupada com a demora,resolveu ir ao encontro dele.Já anoitecendo,quando chegou à clareira,que o marido acabara de limpar,não o viu.Cada vez mais preocupada,notou um rapaz espalhando cinzas quentes sobre o chão.E perguntou:
- Você viu um senhor passar? È meu marido.Ele está demorando a voltar para a aldeia.Tomara que não tenha acontecido nada de mau.
- Eu sou Tainacã – respondeu o belo jovem.E não sou velho.Fiz isso para pôr à prova a moça que tanto queria casar comigo.Fiquei feliz porque,mesmo achando que eu fosse um velho feio,você me aceitou.Para recompensar sua bondade,dou de presente ao seu povo estas culturas.Agora vamos voltar para a aldeia e contar tudo aos outros.
Quando Tainacã terminou a história,Imaerô deu um grito e desmaiou.Naquele momento,seu corpo evaporou e apareceu uma ave da rapina,que desde então vaga todas as noites,piando triste,assim que aparecem as estrelas.

11/06/2011

NOSSA EDUCAÇÃO

Professor não deveria ser chamado de educador

Pesquisa. Professora Virgínia Almeira Ferreira. Fonte. Jornal Super Notícias. Eduardo Aquino.
 
           Nunca me conformei com a denominação “educador” que passou a ser usada para designar profissionais que atuam em escolas, colégios e comunidades escolares.
            Sou da época em que professor era mestre e despertava sentimentos como respeito, admiração e até temor. Antes de tudo era uma das autoridades que desde cedo aprendíamos a respeitar, assim como os pais, avós e tias, a quem pedíamos “bênção” bem como respeitávamos a todos os adultos e mais velhos. Infração grave era desrespeitar, gritar e quase impensável agredir, uma pessoa mais velha, os pais ou um professor. Ato intolerável, e uma sequência de punições inevitavelmente seria imposta, sem que houvesse necessidade de estatutos, conselhos tutelares, ou qualquer entidade semelhante, fora o antigo “juiz de menores” para os sempre existentes infratores e marginaizinhos.
            Havia uma ética, uma moral, uma sociedade em que determinados valores era transferidos de geração a geração e crescíamos ainda que com pais distantes, severos e provedores e mães presentes, bravas ou afetivas e professores com vocação e estimulados, impondo respeito e transferindo conteúdo, dando “bomba” para os maus alunos e passando os dedicados e capacitados. A fórmula era simples, não havia o psicologismo dos anos 80 “não puna seu filho” nem o passar de ano automático e por decreto.
            Pais educavam! Impunham limites, regras, valores, crenças. Nem sempre corretas, às vezes autoritárias, que à medida que envelheciam iam afrouxando, se tornando mais afetivos e próximos. Mas antes de qualquer coisa, mantinham as regras curtas!
            O professor exigia, cobrava, se doava, dedicava para aquilo que era treinado: ensinar. Transferir conteúdo, conhecimento da maneira mais pedagógica e didática possível, se pudesse mesclado com o lúdico e afetivo, mas sem perder a hierarquia e o papel de autoridade.
            Veio os anos 90, 2.000, internets, celulares, iPods, iPads, separações, famílias em mosaicos, mulheres provedoras e sem tempo para exercer a maternidade, pais acomodados e separados, que esqueceram de sua prole e da responsabilidade paterna. E para piorar professores doentes físicas e psiquicamente, arrasados, sub-remunerados, ainda são cobrados para “dar um jeito” nos semianalfabetos “passado por decreto”, deseducados e nas gangs e tribos, em meio ao bullying, violência e desrespeito, um verdadeiro “climão” pesado, uma fábrica de fazer doido e sendo cobrados para a função de educadores!
            Família educa, professor ensina, conselho tutela, policia prende, autoridade se impõe e existe para ser respeitada!
            No mais é internet, Youtube, Orkut e Facebook para lançar modismos, tenofismo, invasão de privacidade e um “mundo cão”.
            A solução está onde os problemas começam: família e escola têm que repensar! E assumir seus papéis, antes que o mundo acabe!

7/06/2009

O QUE É MITO E O QUE É VERDADE SOBRE O CAFEZINHO/FONTE:JORNAL HOJE. REDE GLOBO.


O que é mito e o que é verdade sobre o cafezinho?
De boca em boca a fama. "Eu tomo mais na hora do café da manhã. Eu gosto mais de tomar para degustar", afirma a jornalista Ana Flor Maia. "Tem que ser depois do almoço e o ideal é que fosse um capuccinozinho bem legal", diz o analista de sistemas, Robério Cavalcanti. "Depois do jantar eu evito, mas se é especial, eu tomo também", brinca um fanático. "Não posso tomar café porque eu sou cardíaco, tenho problemas do coração e proibiram o café. Eu tomava de dez a 12 por dia", conta o gerente de padaria, Carmnino Gomes da Silva.
Mocinho para alguns, vilão pra outros. Unanimidade definitivamente não é o forte dele, mas depois de uma série de estudos o que dá para afirmar é que o cafezinho nosso de todo dia pode ser sim um importante aliado no combate a uma série de doenças. Mas a quantidade passa a ser o principal componente.
"Nós recomendamos em torno de três cafezinhos por dia", explica o professor da faculdade de medicina da USP, Dan Vaistersberg. E não são poucos os benefícios. Na medida certa ele reduz o risco de câncer de cólo de útero, ajuda combater diabetes, dores de cabeça asma e até a cárie.
Apesar da paixão declarada pelo grão, o professor de Medicina da Universidade de São Paulo ressalta que em alguns casos é preciso sim ter cuidado, muito cuidado. Nas grávidas ele aumenta o risco de aborto e reduz o tamanho do feto. Mulheres que têm na família casos de osteoporose também não podem tomar café demais, porque ele potencializa a perda de cálcio. Cafeína em excesso não é indicada ainda para cardíacos, hipertensos e gente que tem problemas para dormir.
Se não dá pra ficar sem ele, use-o então com moderação. É a dica de quem descobriu o equilíbrio sem abrir mão do prazer. "Tomar pouco, com leite, diluído, o famoso pingado, a média. Eu não abro mão do café e espero que nenhum médico me proíba", brinca o professor.

NOSSA JUSTIÇA


O "bate-boca" entre o presidente do STF, Gilmar Mendes (dono de uma biografia repleta de denúncias de corrupção) e o ministro Joaquim Barbosa (dono de uma biografia invejável) traz a necessidade de esclarecer quem é quem no Judiciário brasileiro.
Um ex-torneiro mecânico pernambucano indicou um ex-faxineiro mineiro para ocupar uma vaga entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. O presidente Lula escolheu o doutor da Universidade da Sorbonne e procurador do Ministério Público Federal, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, para ocupar uma vaga entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal.
O jovem negro que cuidava da limpeza do Tribunal Regional Eleitoral de Brasília e que chega ao topo da carreira da Justiça após quatro décadas de vitórias contra desigualdades sociais e raciais.
A primeira foi em Paracatu, interior de Minas, onde nasceu numa família de sete irmãos, com a mãe dona-de-casa e o pai pedreiro e, mais tarde, dono de uma olaria. Lá, percebeu que só o estudo poderia mudar a sua história. Já aos 10 anos dividia o tempo entre o trabalho na microempresa da família e a escola. O saber era quase uma obsessão.
- Uma das piores lembranças da minha infância foi o ano em que fiquei longe da escola porque a diretora baixou uma norma cobrando mensalidade. No ano seguinte, a exigência caiu e voltei à sala de aula. Estudar era a minha vida e conhecer o mundo o meu sonho. Adorava aprender outras línguas – contou Joaquim Barbosa numa entrevista em agosto de 2002 para o projeto de um vídeo sobre a mobilidade social dos negros no Brasil.
O domínio de línguas estrangeiras foi a engrenagem para mobilidade social de Joaquim Barbosa. Aos 16 anos, deixou a família e a infância em Minas e foi atrás de emprego e educação em Brasília. Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal. Um dia, o mineiro, na certeza da solidão, cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE. Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curioso uma pessoa da faxina ter fluência em outro idioma. A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções. Primeiro como contínuo e, mais tarde, como compositor de máquina off set da gráfica do Correio Brasiliense. A conquista não sairia barato.
- Lembro de uma chefe que me humilhava na frente dos companheiros de trabalho e questionava minha capacidade. No início, foi difícil, mas acabei me estabilizando no emprego e mostrando o quanto era profissional.
A renda aumentou, mas ainda era pouca para ele e a família lá em Minas. Foi trabalhar também no Jornal de Brasília acumulando dois empregos e jornada de 12 horas. Mais tarde, trocou os dois por um. Foi para Gráfica do Senado trabalhar das 23h às 6h da manhã. Depois do trabalho, a Universidade de Brasília. O único aluno negro do curso de direito da UnB tinha que brigar contra o sono e a intolerância.
- Havia um professor que, ao me ver cochilando, me tirava da sala.
Joaquim Barbosa continuava sonhando acordado. Prestou prova para oficial da chancelaria do Itamaraty e passou. Trocou o bem remunerado emprego do Senado por um, que pagava bem menos. Mas o novo trabalho tinha uma vantagem incalculável: poder viajar para a Europa. Durante seis meses, conheceu países como Finlândia e Inglaterra. De volta ao Brasil, prestou concurso para carreira diplomática. Foi aprovado em todas as etapas e ficou na entrevista: a única na qual a cor de sua pele era identificada.
Após esse episódio, a consciência racial de Joaquim Barbosa, que começou a ser desenhada na adolescência, ganhou contornos mais fortes. Ganhou novas cores, quando, já como jurista do Serpro, conheceu o país, especialmente o Nordeste e, em particular, Salvador. Bahia foi uma paixão a primeira vista do mineiro. Foi lá onde Joaquim Barbosa teve um contato maior com o que ele chama de "Negritude".
A percepção de ser minoria entre as elites ficou ainda mais nítida fora do país. O jurista explica que o sentimento de isolamento e solidão é muito forte num "ambiente branco" da Europa. Ser uma exceção aqui e no além mar ficou ainda mais forte após o doutorado na Universidade de Sorbonne. Nessa época já acumulava títulos pouco comuns para maioria das pessoas com a mesma cor de pele: Procurador do Ministério Público e professor universitário. Antes, já tinha passado pela assessoria jurídica do Ministério da Saúde.
O exercício de vencer barreira, de alguma forma, está em sua tese de doutorado, publicada em francês. O doutor explica que o seu objeto de estudo foi o direito público em diferentes países, como os EUA e a França.
- A minha intenção foi ultrapassar limites geográficos, políticos e culturais. Quero um conhecimento que vá além da fronteiras dos países – disse.
"Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite", reagiu Barbosa.
Gilmar Mendes foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, em artigo publicado na Folha de São Paulo, o professor da Faculdade de Direito da USP, Dalmo Dallari, professor catedrático da UNESCO na cadeira Educação para a paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, declarou:
"Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (...) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país."
O empresário Gilmar Mendes carrega em sua biografia a denúncia de que foi favorecido com "incentivo" do poder executivo para fundar, em 1998, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma escola privada que oferece cursos de graduação e pós-graduação em Brasília. Desde 2003, conforme consta das informações do "Portal da Transparência" da Controladoria Geral da União, esse Instituto faturou cerca de R$ 1,6 milhão em convênios com a União. De seus nove colegas no STF, seis são professores desse Instituto, além de outras figuras importantes nos poderes executivo e judiciário (não é à toa que ele contou com tanta "solidariedade" no episódio que envolveu a discussão com o ministro Joaquim Barbosa). O Instituto se localiza em terreno adquirido com 80% de desconto no seu valor graças a um programa do Distrito Federal de incentivo ao desenvolvimento do setor produtivo. O subsecretário do programa, Endels Rego, não sabe explicar como o IDP foi enquadrado no programa. O belíssimo prédio do Instituto foi erguido graças a um empréstimo conseguido junto ao Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO), gerido pelo Banco do Brasil, cuja prioridade de investimento é o meio rural. Entre os seus maiores clientes estão a União, o STJ e o Congresso Nacional.

Dr. Eduardo Diatahy B. de Menezes. Professor Emérito da Universidade Federal do Ceará
Professor Titular do Doutorado e Mestrado em Sociologia - UFC

4/27/2009

Brasil vai ter bibliotecas públicas em todos os municípios até julho

O Ministério da Cultura estabeleceu julho como prazo para cumprir a meta de ter pelo menos uma biblioteca em cada um dos 5.562 municípios brasileiros. Atualmente, 331 cidade do país ainda não têm qualquer tipo de biblioteca, seja municipal ou em escolas públicas. Para o coordenador de Articulação Federativa do Programa Mais Cultura, Fabiano dos Santos, o marco é importante, mas também é preciso olhar para as condições desses espaços. (Agência Brasil).

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