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10/08/2013

Futebol e filantropia: gol de placa.

Futebol. O escritor Lima Barreto detestava, dizia que era o atraso do Brasil. Na canção “Outras Frequências”, os Engenheiros do Havaí cantam que futebol é uma bobagem. O governo Federal anda até com um slogan sobre o quanto seríamos melhores se a nossa paixão fosse a educação, mas não o futebol. Já pensou?
Pois é, mesmo pensando nisso tudo, ainda gosto de futebol. É uma paixão. E por ser paixão não há escritor, músico e muito menos governo que vá me demover deste sentimento. Como todo apaixonado, confesso também que sou um sem vergonha. Sei que há mais colorido nas chuteiras e mais desenhos nos cabelos do que nas jogadas. Vibramos mais com craques do que com os times (as finais são óbvias). E os craques estão cada vez mais escassos. De um em um vamos alimentando nossa paixão miserável. E as mesas redondas são postas sempre em torno deles. Chatas por isso. A bola da vez é Neymar e talvez o Fred. Antes, o Ronaldinho que veio para substituir o Ronaldão. Mesmo assim a gente está sempre lá esperando a quarta, esperando o final da novela, lendo as notícias do Barça e por aí vai a nossa paixão com sua caixinha de pouquíssimas surpresas.
Sei que muitos estão se desapaixonando. Sequer olham as manchetes nas bancas de jornais. Alguns ficaram até sem assunto. Ou melhor, falam do seu sentimento que acabou. E como reclamam. Reclamam e têm lá suas razões, esta paixão acaba mesmo com a gente. Somos traídos nos campos para todo mundo ver. Os craques de várzea sumiram com a várzea. Agora é tudo bonitinho, arrumadinho, marcadinho, coloridinho, etc. No diminuto disfarce sobra pouca coisa boa, a filantropia é uma delas. Um jogo para levantar recursos e, mais que isso, fortalecer pessoas especiais merece toda nossa emoção e divulgação. Quer um exemplo do quanto o futebol vale a pena neste sentido: o jogo em prol da Apae.
Voltando ao futebol das jogadas e dos campeonatos, lamentou um desapaixonado amigo que as arquibancadas também estão mudando. Para a Copa, falou, teremos ingressos no valor de R$600,00 para as arquibancadas (quase um salário mínimo), R$2.000,00 para as cadeiras, sem contar que os instrumentos musicais serão proibidos. É isso aí, nada daquele surdão e muito menos povão nos estádios do mundial. Arremata que as quatro linhas do campo estão dominadas por cartolas, bicheiros, enfim, por quem lá no fundo quer o futebol para lavar dinheiro, sonegar impostos e fazer política. É claro que estamos falando dos grandes, os pequenos só imitam esta triste realidade e dão pernada para sobreviver neste campo e às custas da nossa paixão. É claro também que temos grandes e pequenos apaixonados pelo futebol.
Tenho pena do meu amigo que não gosta mais de futebol. Ele fazia bons comentários, era mais feliz - mesmo sofrendo como a gente. Tomará que tenha uma recaída com a Copa do Mundo que vem por aí.  Tomará que se apaixone novamente e volte para a nossa mesa e conversas. Quanto a mim, estou seguro com esta paixão. Mesmo jogando diametralmente de forma oposta do que os lá de casa jogavam, provei bem cedo o gosto bom do futebol, que é o de jogar, torcer e, agora, vê-lo também associado a questões filantrópicas.

10/06/2013

Câmara vai discutir o trânsito de Rio Preto

A Câmara de Rio Preto, após nossas notícias sobre o congestionamento da rua Nilo Peçanha, que se agravou com a chegada dos caminhões do Areal, fez um comunicado ao nosso jornalzinho. Há um movimento político para tentar solucionar este problema. Vamos fazer a nossa parte e participar. Veja abaixo o que a Câmara, através do seu presidente Eliando (Leandro da Cemig), está articulando para tentar sol...ucionar este problema, que é de todos nós. Pois, se nada for feito, a cidade vai sofrer prejuízos econômicos, bem como os moradores.

Comunicado da Câmara ao jornal Argumento.

Conforme Requerimento nº 01/2013, foi solicitado ao Presidente da Câmara Eliando Antonio de Aguiar uma Audiência Pública para resolver os problemas de trânsito e pontos de estacionamento em toda a extensão da Rua Nilo Peçanha, no Centro de Rio Preto. O Presidente começou a estudar o caso, vez que é muito complexo. Em agosto tivemos a resposta do Doutor.JOSE ALBERTO BARROSO CASTAÑON, especialista e doutor em engenharia de transportes pela Universidade Federal de Juiz de Fora, que prontamente nos ouviu e veio até o município, e, juntamente com o Presidente Eliando, fez uma visita à Rua Nilo Peçanha e começou a tomar ciência do problema e para nos trazer soluções. Quando nos visitou, de imediato abraçou a causa e está preparando um projeto para ser apresentado a toda população e em especial aos moradores e comerciantes da citada rua. A audiência está marcada para o dia 30 de outubro próximo, mais como o Doutor Castañon estará em Portugal fazendo uma consultoria, vai estar presente conosco dia 09 de outubro próximo, na 15ª reunião ordinária da Câmara, para expor algumas idéias e sugestões. O Presidente Eliando agradeceu muito ao Doutor Castañon e quero deixar aqui meu agradecimento ao Adriano, por estar participando com seu Jornal e querendo ver Rio Preto de uma forma mais moderna, abraçada com um futuro que ja está aí em nossas portas. Deixo aqui o Convite a toda população, que no dia 30 de outubro será a audiência para começarmos a resolver os problemas da Rua Nilo Peçanha.

10/04/2013

O areal continuará destruindo nossa cidade?

J. Argumento/Nossa Cidade.
Um areal para se instalar precisa de licenças de vários órgãos, como por exemplo, Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Mas não são só as autorizações obtidas fora do município que garantirão a sua instalação e funcionamento. Ele precisará também passar por uma aprovação municipal, que será dada através de um alvará. Esta autorização, dependendo da atividade, exigirá também a participação dos vereadores. Assim, a última palavra é sempre do município. Pois a lei protege qualquer município de riscos econômicos e demais prejuízos que uma atividade possa causar aos seus moradores, contribuintes, meio ambiente etc. São defesas administrativas e legais. Fato é que apesar dessas defesas administrativas e legais, as nossas autoridades concordaram (prefeito e vereadores da legislatura passada). Não houve um alerta para os moradores, que poderia ter sido dado através de uma publicação própria ou em um jornal local. Pior, não houve por parte dos vereadores daquela legislatura um requerimento sobre o impacto ambiental e urbano que esta atividade poderia causar. Ficamos com a sensação de que não temos representantes de fato para as questões que exigem independência e coragem. Mais uma vez a cidade e a população foram esquecidas e estão sofrendo os prejuízos deste silêncio.   
Os resultados estão nas ruas de nossa cidade e já mostram os prejuízos: ruas afundando, por exemplo. Sem contar o congestionamento que se agravou na rua Nilo Peçanha e a poluição sonora que estes pesadíssimos caminhões vêm provocando.   
Solução ainda há, prejuízos maiores podem ser evitados (tubulações de água e esgoto ainda não estão arrebentando), para isso basta que os nossos políticos, principalmente os que estão chegando agora, ajam para resolver este problema. A solução é a retirada imediata deste areal do perímetro urbano. O areal pode ficar sim, mas fora do perímetro urbano, de modo a não causar prejuízos para os cofres públicos e à população. E se estamos falando em ação e defesa dos interesses da nossa cidade, por que não falar também em uma compensação para o meio ambiente. Tirar o areal do perímetro urbano é o primeiro ato.  
Que a cidade e seus moradores, pelo menos desta vez, fique em primeiro lugar para os nossos representantes.

10/03/2013

O Amor

O Amor, por Célia Vaz
Diz uma teoria que paixão dura no máximo uns três anos - é um estado fisiológico que o organismo não mantém por mais tempo que isso - e que só depois o amor acontece - ou não. Li em algum lugar, a respeito da “química entre casais”, que seria o reconhecimento de um  sistema imunológico complementar, garantia de boa prole. Outra história diz assim: que o homem dá amor para obter sexo e que a mulher dá o sexo para obter - amor.
Certamente há muitas outras explicações para decifrar o amor, sempre tão irracional! É sem dúvida um barato da emoção, que muitos quiseram domar, por medo ou conveniências, e então veio o tal do casamento  -  que nem sempre tem a ver com amor.
Dependência emocional; dependência financeira; apego a status quo; medos variados, tipo, que ele/ela seja feliz sem você e você não; também, profunda admiração; grande tesão; prazer da companhia; etc. Você está com alguém por quê? Nem sempre a resposta é simples, é um mix de “tentações”, com fortes afetos envolvidos.
Em minha modesta opinião, não há amor sem o sentimento de admiração, o amor mesmo seria essa admiração, associada a alguns outros fatores que “esquentam” a relação. E voltando lá na teoria de que amor só depois de paixão (não que ela desapareça), quando então ele, o amor, é um processo (não coisa) vivo, dinâmico, capaz de transformar os parceiros de maneira muito pessoal e sutil, em função das personalidades específicas que estão interagindo; e essa admiração que é o assombro/atração por aquilo que nos falta, parece que estamos vendo uma mágica acontecer. Então tá,o amor é uma magia*  também. E a ideia de que esse amor tem que ser um mar de rosas perene e cheio só de certezas e sentimentos positivos é um grande equívoco, pois com tudo o que faz conosco, operando nossas dubiedades, ora é o paraíso, ora o próprio inferno. Por um lado enriquece e por outro empobrece, ele dá e consome nossas energias conforme nosso grau de entrega. Ele é esse processo que envolve prazer e dor, ou melhor, enquanto envolver prazer e dor, é porque está ativo e poderemos evoluir através dele.
Não é fácil, mas é gostoso!
*está lá no Koogan Larousse, MAGIA s.f. Arte tida como capaz de produzir,por meio de certas práticas ocultas,e feitos que contrariam as leis naturais.
 Célia Vaz é artesã autodidata e amante de literatura.

10/02/2013

Pousada do Tiê

  A pousada do Tiê está de cara nova. O que já era bonito, ficou melhor ainda com a reforma. Vale a pena conferir os novos pacotes e, sobretudo, desfrutar daquele lugar único – que só a pousada do Tiê tem: chalés confortáveis, vista deslumbrante, piscina, sauna, sinuca, bar e aquele atendimento acolhedor da proprietária Leila e de sua funcionária Angélica.

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