O
areal propôs fazer um anúncio no Argumento. Certamente já leu que o nosso
jornalzinho anda no vermelho desde a primeira edição (2005). E quem acompanha o
nosso jornalzinho já sabe também que não publicamos matérias pagas. Agora com
esta proposta do areal de pagar um anúncio no Argumento surgiu para nós outro
desafio, qual seja, só vamos anunciar empresários que não são questionados pela
nossa publicação. Assim, queremos agradecer a proposta do areal (e outras que
surgirem) e dizer que a rejeitamos por dois motivos: independência e respeito
aos nossos leitores. Então é bom dizer também que não somos o inimigo número um
do areal, muito menos donos da verdade, somos sim uma publicação independente
que, por isso, tem condições de questioná-lo. E nesta linha de publicação independente,
queremos, e muito, noticiar que o areal e os nossos representantes políticos
solucionaram esta questão, inclusive já podemos dizer que o areal está ciente
de sua responsabilidade. Resumindo então: um anúncio do areal em nossas páginas
soaria como um acordo; somos uma publicação independente; colocamos em primeiro
lugar os nossos leitores e, claro, os interesses da nossa cidade.
SOS ARGUMENTO
O Argumento precisa de sua ajuda. Faça uma doação para a C/C 07212 6, Agência 4570, Banco Itaú.
Contato - jornalargumento@yahoo.com.br
10/12/2013
10/09/2013
Notícia de última hora
Notícia de última hora. Acabou de nos telefonar o Sr. Geovane
e se apresentou como um dos proprietários do areal. Foi uma conversa de quase
quarenta minutos. Uma oportunidade que tivemos para reafirmar o que estamos
publicando. O Sr. Geovane informou que está buscando soluções para reduzir o
impacto que os caminhões vêm causando para o trânsito, ruas e moradores. Entre as
soluções, falou que os caminhões estão transportando menos areia, isto é, estão
com uma carga menos pesada. Na questão ambiental e como compensação, fomos
informados que ele vai reflorestar as margens (obrigação imposta pela licença
que recebeu) do rio e tem também a vontade de repovoá-lo.
Ele foi avisado por nós da reunião que vai ocorrer na Câmara
sobre o congestionamento na rua Nilo Peçanha, que se agravou com os caminhões
do areal. Pedimos para que ele procurasse o Eliando (Leandro da Cemig), pois é
o Presidente da Câmara e está com a reunião em pauta. Falamos também da Lei
batizada de Guardiões do Rio Preto, uma lei para proteger o nosso rio através
de ações de reflorestamento e conscientização da população. Uma lei, porém, que
ainda está no papel. Falamos desta lei já que pode ser uma via para a
compensação ambiental, isto é, o areal poderia arcar com parte dos custos para
colocar os Guardiões do Rio Preto em prática.
Finalmente, ficamos de conversar mais sobre esta questão,
bem como fazer uma entrevista com o proprietário do areal. Momento que deixamos
claro que a proposta do jornal não é a retirada do areal, mas uma adequação
desta atividade, o quanto antes, para que não haja maiores prejuízos para os
cofres públicos e, principalmente, para os moradores de Rio Preto. A cidade
precisa se desenvolver sim, mas de forma sustentável. Vamos aguardar, divulgar
e torcer para que uma solução seja encontrada o quanto antes.
10/08/2013
Futebol e filantropia: gol de placa.
Futebol. O escritor
Lima Barreto detestava, dizia que era o atraso do Brasil. Na canção “Outras
Frequências”, os Engenheiros do Havaí cantam que futebol é uma bobagem. O
governo Federal anda até com um slogan sobre o quanto seríamos melhores
se a nossa paixão fosse a educação, mas não o futebol. Já pensou?
Pois é, mesmo
pensando nisso tudo, ainda gosto de futebol. É uma paixão. E por ser paixão não
há escritor, músico e muito menos governo que vá me demover deste sentimento.
Como todo apaixonado, confesso também que sou um sem vergonha. Sei que há mais
colorido nas chuteiras e mais desenhos nos cabelos do que nas jogadas. Vibramos
mais com craques do que com os times (as finais são óbvias). E os craques estão
cada vez mais escassos. De um em um vamos alimentando nossa paixão miserável. E
as mesas redondas são postas sempre em torno deles. Chatas por isso. A bola da
vez é Neymar e talvez o Fred. Antes, o Ronaldinho que veio para substituir o
Ronaldão. Mesmo assim a gente está sempre lá esperando a quarta, esperando o
final da novela, lendo as notícias do Barça e por aí vai a nossa paixão com sua
caixinha de pouquíssimas surpresas.
Sei que muitos estão
se desapaixonando. Sequer olham as manchetes nas bancas de jornais. Alguns
ficaram até sem assunto. Ou melhor, falam do seu sentimento que acabou. E como
reclamam. Reclamam e têm lá suas razões, esta paixão acaba mesmo com a gente.
Somos traídos nos campos para todo mundo ver. Os craques de várzea sumiram com
a várzea. Agora é tudo bonitinho, arrumadinho, marcadinho, coloridinho, etc. No
diminuto disfarce sobra pouca coisa boa, a filantropia é uma delas. Um jogo
para levantar recursos e, mais que isso, fortalecer pessoas especiais merece
toda nossa emoção e divulgação. Quer um exemplo do quanto o futebol vale a pena
neste sentido: o jogo em prol da Apae.
Voltando ao futebol
das jogadas e dos campeonatos, lamentou um desapaixonado amigo que as
arquibancadas também estão mudando. Para a Copa, falou, teremos ingressos no
valor de R$600,00 para as arquibancadas (quase um salário mínimo), R$2.000,00
para as cadeiras, sem contar que os instrumentos musicais serão proibidos. É
isso aí, nada daquele surdão e muito menos povão nos estádios do mundial.
Arremata que as quatro linhas do campo estão dominadas por cartolas, bicheiros,
enfim, por quem lá no fundo quer o futebol para lavar dinheiro, sonegar
impostos e fazer política. É claro que estamos falando dos grandes, os pequenos
só imitam esta triste realidade e dão pernada para sobreviver neste campo e às
custas da nossa paixão. É claro também que temos grandes e pequenos apaixonados
pelo futebol.
Tenho pena do meu amigo que não gosta mais de futebol. Ele fazia
bons comentários, era mais feliz - mesmo sofrendo como a gente. Tomará que
tenha uma recaída com a Copa do Mundo que vem por aí. Tomará que se apaixone novamente e volte para
a nossa mesa e conversas. Quanto a mim, estou seguro com esta paixão. Mesmo
jogando diametralmente de forma oposta do que os lá de casa jogavam, provei bem
cedo o gosto bom do futebol, que é o de jogar, torcer e, agora, vê-lo também
associado a questões filantrópicas.
10/06/2013
Câmara vai discutir o trânsito de Rio Preto
A Câmara de Rio Preto, após nossas notícias sobre o congestionamento da rua Nilo Peçanha, que se agravou com a chegada dos caminhões do Areal, fez um comunicado ao nosso jornalzinho. Há um movimento político para tentar solucionar este problema. Vamos fazer a nossa parte e participar. Veja abaixo o que a Câmara, através do seu presidente Eliando (Leandro da Cemig), está articulando para tentar sol...ucionar este problema, que é de todos nós. Pois, se nada for feito, a cidade vai sofrer prejuízos econômicos, bem como os moradores.
Comunicado da Câmara ao jornal Argumento.
Conforme Requerimento nº 01/2013, foi solicitado ao Presidente da Câmara Eliando Antonio de Aguiar uma Audiência Pública para resolver os problemas de trânsito e pontos de estacionamento em toda a extensão da Rua Nilo Peçanha, no Centro de Rio Preto. O Presidente começou a estudar o caso, vez que é muito complexo. Em agosto tivemos a resposta do Doutor.JOSE ALBERTO BARROSO CASTAÑON, especialista e doutor em engenharia de transportes pela Universidade Federal de Juiz de Fora, que prontamente nos ouviu e veio até o município, e, juntamente com o Presidente Eliando, fez uma visita à Rua Nilo Peçanha e começou a tomar ciência do problema e para nos trazer soluções. Quando nos visitou, de imediato abraçou a causa e está preparando um projeto para ser apresentado a toda população e em especial aos moradores e comerciantes da citada rua. A audiência está marcada para o dia 30 de outubro próximo, mais como o Doutor Castañon estará em Portugal fazendo uma consultoria, vai estar presente conosco dia 09 de outubro próximo, na 15ª reunião ordinária da Câmara, para expor algumas idéias e sugestões. O Presidente Eliando agradeceu muito ao Doutor Castañon e quero deixar aqui meu agradecimento ao Adriano, por estar participando com seu Jornal e querendo ver Rio Preto de uma forma mais moderna, abraçada com um futuro que ja está aí em nossas portas. Deixo aqui o Convite a toda população, que no dia 30 de outubro será a audiência para começarmos a resolver os problemas da Rua Nilo Peçanha.
Comunicado da Câmara ao jornal Argumento.
Conforme Requerimento nº 01/2013, foi solicitado ao Presidente da Câmara Eliando Antonio de Aguiar uma Audiência Pública para resolver os problemas de trânsito e pontos de estacionamento em toda a extensão da Rua Nilo Peçanha, no Centro de Rio Preto. O Presidente começou a estudar o caso, vez que é muito complexo. Em agosto tivemos a resposta do Doutor.JOSE ALBERTO BARROSO CASTAÑON, especialista e doutor em engenharia de transportes pela Universidade Federal de Juiz de Fora, que prontamente nos ouviu e veio até o município, e, juntamente com o Presidente Eliando, fez uma visita à Rua Nilo Peçanha e começou a tomar ciência do problema e para nos trazer soluções. Quando nos visitou, de imediato abraçou a causa e está preparando um projeto para ser apresentado a toda população e em especial aos moradores e comerciantes da citada rua. A audiência está marcada para o dia 30 de outubro próximo, mais como o Doutor Castañon estará em Portugal fazendo uma consultoria, vai estar presente conosco dia 09 de outubro próximo, na 15ª reunião ordinária da Câmara, para expor algumas idéias e sugestões. O Presidente Eliando agradeceu muito ao Doutor Castañon e quero deixar aqui meu agradecimento ao Adriano, por estar participando com seu Jornal e querendo ver Rio Preto de uma forma mais moderna, abraçada com um futuro que ja está aí em nossas portas. Deixo aqui o Convite a toda população, que no dia 30 de outubro será a audiência para começarmos a resolver os problemas da Rua Nilo Peçanha.
10/04/2013
O areal continuará destruindo nossa cidade?
J. Argumento/Nossa Cidade.
Um areal para se instalar precisa de licenças de vários
órgãos, como por exemplo, Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) e
Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Mas não são só as autorizações obtidas
fora do município que garantirão a sua instalação e funcionamento. Ele precisará
também passar por uma aprovação municipal, que será dada através de um alvará.
Esta autorização, dependendo da atividade, exigirá também a participação dos vereadores.
Assim, a última palavra é sempre do município. Pois a lei protege qualquer
município de riscos econômicos e demais prejuízos que uma atividade possa
causar aos seus moradores, contribuintes, meio ambiente etc. São defesas
administrativas e legais. Fato é que apesar dessas defesas administrativas e
legais, as nossas autoridades concordaram (prefeito e vereadores da legislatura
passada). Não houve um alerta para os moradores, que poderia ter sido dado através
de uma publicação própria ou em um jornal local. Pior, não houve por parte dos
vereadores daquela legislatura um requerimento sobre o impacto ambiental e
urbano que esta atividade poderia causar. Ficamos com a sensação de que não temos
representantes de fato para as questões que exigem independência e coragem. Mais
uma vez a cidade e a população foram esquecidas e estão sofrendo os prejuízos
deste silêncio.
Os resultados estão nas ruas de nossa cidade e já mostram os
prejuízos: ruas afundando, por exemplo. Sem contar o congestionamento que se
agravou na rua Nilo Peçanha e a poluição sonora que estes pesadíssimos
caminhões vêm provocando.
Solução ainda há, prejuízos maiores podem ser evitados
(tubulações de água e esgoto ainda não estão arrebentando), para isso basta que
os nossos políticos, principalmente os que estão chegando agora, ajam para resolver
este problema. A solução é a retirada imediata deste areal do perímetro urbano.
O areal pode ficar sim, mas fora do perímetro urbano, de modo a não causar
prejuízos para os cofres públicos e à população. E se estamos falando em ação e
defesa dos interesses da nossa cidade, por que não falar também em uma
compensação para o meio ambiente. Tirar o areal do perímetro urbano é o
primeiro ato.
Que a cidade e seus moradores, pelo menos desta vez, fique em
primeiro lugar para os nossos representantes.
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