A audiência pública para discutir o trânsito da rua Nilo
Peçanha terá nova data, ela foi remarcada para o dia 13 de novembro, às 19
horas. O motivo é para possibilitar a presença de um especialista em trânsito. Isso
quer dizer que teremos mais tempo para debater o nosso meio ambiente urbano. Hoje,
temos um congestionamento inacreditável para uma cidade do interior, ruas
afundando e um prejuízo econômico dos grandes para os cofres públicos e, em
consequência, para os contribuintes se nada for feito. Durante nossas publicações,
muito já se pensou sobre o trânsito. Veja o que já foi sugerido: proibir o
estacionamento na rua Nilo Peçanha (começando na esquina até as Três Biquinhas)
e proibir o trânsito das carretas do areal durante os horários de maior
movimento, ou seja, entrada e saída para a escola municipal que fica lá no
bairro Divino. Para evitar prejuízos com as pesadas carretas as sugestões que
já temos são: reduzir a carga e proibir o tráfego das mesmas nos finais de
semana. Mande também a sua sugestão, vamos pensar este problema que é de todos
nós e, claro, vamos comparecer no dia 13 de novembro na Câmara de Rio Preto.
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10/16/2013
10/15/2013
O trânsito e a Secretaria de Meio Ambiente e Turismo.
Está faltando
a participação da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente no debate sobre o
trânsito caótico que a nossa cidade vive, bem como sobre os prejuízos econômicos
que ela possa ter. Afinal, esta questão aborda também um outro tipo de meio
ambiente, que é o meio ambiente urbano. E se este vai mal, os reflexos serão
sentidos também no turismo, atividade econômica que tenta se firmar em nossa
cidade e muito bem divulgada por essa secretaria que, inclusive, já mostrou sua
competência em realização de eventos. Assim, a solução desse problema passa
obrigatoriamente pelos órgãos competentes: secretarias, prefeitura, câmara,
promotoria e defensoria (os dois últimos são titulares de uma ação chamada Ação
Civil Pública. Através dela, temos uma defesa legal para questões que envolvam
prejuízos aos cofres públicos, meio ambiente etc). Lembramos que no dia 30 de
outubro teremos uma audiência pública agendada pelo Presidente da Câmara, o
Eliado (vereador Leandro). Momento que se buscará uma solução para o trânsito
da rua Nilo Peçanha. Lembramos, finalmente, que a participação do riopretano nessa
reunião é tão importante quanto a dos órgãos acima. Quanto a nós, teremos um
representante na reunião para fazer toda a cobertura. E, já adiantamos, teremos
uma edição especial do Argumento para divulgar esta questão.
10/12/2013
Areal quer anunciar no Argumento
O
areal propôs fazer um anúncio no Argumento. Certamente já leu que o nosso
jornalzinho anda no vermelho desde a primeira edição (2005). E quem acompanha o
nosso jornalzinho já sabe também que não publicamos matérias pagas. Agora com
esta proposta do areal de pagar um anúncio no Argumento surgiu para nós outro
desafio, qual seja, só vamos anunciar empresários que não são questionados pela
nossa publicação. Assim, queremos agradecer a proposta do areal (e outras que
surgirem) e dizer que a rejeitamos por dois motivos: independência e respeito
aos nossos leitores. Então é bom dizer também que não somos o inimigo número um
do areal, muito menos donos da verdade, somos sim uma publicação independente
que, por isso, tem condições de questioná-lo. E nesta linha de publicação independente,
queremos, e muito, noticiar que o areal e os nossos representantes políticos
solucionaram esta questão, inclusive já podemos dizer que o areal está ciente
de sua responsabilidade. Resumindo então: um anúncio do areal em nossas páginas
soaria como um acordo; somos uma publicação independente; colocamos em primeiro
lugar os nossos leitores e, claro, os interesses da nossa cidade.
10/09/2013
Notícia de última hora
Notícia de última hora. Acabou de nos telefonar o Sr. Geovane
e se apresentou como um dos proprietários do areal. Foi uma conversa de quase
quarenta minutos. Uma oportunidade que tivemos para reafirmar o que estamos
publicando. O Sr. Geovane informou que está buscando soluções para reduzir o
impacto que os caminhões vêm causando para o trânsito, ruas e moradores. Entre as
soluções, falou que os caminhões estão transportando menos areia, isto é, estão
com uma carga menos pesada. Na questão ambiental e como compensação, fomos
informados que ele vai reflorestar as margens (obrigação imposta pela licença
que recebeu) do rio e tem também a vontade de repovoá-lo.
Ele foi avisado por nós da reunião que vai ocorrer na Câmara
sobre o congestionamento na rua Nilo Peçanha, que se agravou com os caminhões
do areal. Pedimos para que ele procurasse o Eliando (Leandro da Cemig), pois é
o Presidente da Câmara e está com a reunião em pauta. Falamos também da Lei
batizada de Guardiões do Rio Preto, uma lei para proteger o nosso rio através
de ações de reflorestamento e conscientização da população. Uma lei, porém, que
ainda está no papel. Falamos desta lei já que pode ser uma via para a
compensação ambiental, isto é, o areal poderia arcar com parte dos custos para
colocar os Guardiões do Rio Preto em prática.
Finalmente, ficamos de conversar mais sobre esta questão,
bem como fazer uma entrevista com o proprietário do areal. Momento que deixamos
claro que a proposta do jornal não é a retirada do areal, mas uma adequação
desta atividade, o quanto antes, para que não haja maiores prejuízos para os
cofres públicos e, principalmente, para os moradores de Rio Preto. A cidade
precisa se desenvolver sim, mas de forma sustentável. Vamos aguardar, divulgar
e torcer para que uma solução seja encontrada o quanto antes.
10/08/2013
Futebol e filantropia: gol de placa.
Futebol. O escritor
Lima Barreto detestava, dizia que era o atraso do Brasil. Na canção “Outras
Frequências”, os Engenheiros do Havaí cantam que futebol é uma bobagem. O
governo Federal anda até com um slogan sobre o quanto seríamos melhores
se a nossa paixão fosse a educação, mas não o futebol. Já pensou?
Pois é, mesmo
pensando nisso tudo, ainda gosto de futebol. É uma paixão. E por ser paixão não
há escritor, músico e muito menos governo que vá me demover deste sentimento.
Como todo apaixonado, confesso também que sou um sem vergonha. Sei que há mais
colorido nas chuteiras e mais desenhos nos cabelos do que nas jogadas. Vibramos
mais com craques do que com os times (as finais são óbvias). E os craques estão
cada vez mais escassos. De um em um vamos alimentando nossa paixão miserável. E
as mesas redondas são postas sempre em torno deles. Chatas por isso. A bola da
vez é Neymar e talvez o Fred. Antes, o Ronaldinho que veio para substituir o
Ronaldão. Mesmo assim a gente está sempre lá esperando a quarta, esperando o
final da novela, lendo as notícias do Barça e por aí vai a nossa paixão com sua
caixinha de pouquíssimas surpresas.
Sei que muitos estão
se desapaixonando. Sequer olham as manchetes nas bancas de jornais. Alguns
ficaram até sem assunto. Ou melhor, falam do seu sentimento que acabou. E como
reclamam. Reclamam e têm lá suas razões, esta paixão acaba mesmo com a gente.
Somos traídos nos campos para todo mundo ver. Os craques de várzea sumiram com
a várzea. Agora é tudo bonitinho, arrumadinho, marcadinho, coloridinho, etc. No
diminuto disfarce sobra pouca coisa boa, a filantropia é uma delas. Um jogo
para levantar recursos e, mais que isso, fortalecer pessoas especiais merece
toda nossa emoção e divulgação. Quer um exemplo do quanto o futebol vale a pena
neste sentido: o jogo em prol da Apae.
Voltando ao futebol
das jogadas e dos campeonatos, lamentou um desapaixonado amigo que as
arquibancadas também estão mudando. Para a Copa, falou, teremos ingressos no
valor de R$600,00 para as arquibancadas (quase um salário mínimo), R$2.000,00
para as cadeiras, sem contar que os instrumentos musicais serão proibidos. É
isso aí, nada daquele surdão e muito menos povão nos estádios do mundial.
Arremata que as quatro linhas do campo estão dominadas por cartolas, bicheiros,
enfim, por quem lá no fundo quer o futebol para lavar dinheiro, sonegar
impostos e fazer política. É claro que estamos falando dos grandes, os pequenos
só imitam esta triste realidade e dão pernada para sobreviver neste campo e às
custas da nossa paixão. É claro também que temos grandes e pequenos apaixonados
pelo futebol.
Tenho pena do meu amigo que não gosta mais de futebol. Ele fazia
bons comentários, era mais feliz - mesmo sofrendo como a gente. Tomará que
tenha uma recaída com a Copa do Mundo que vem por aí. Tomará que se apaixone novamente e volte para
a nossa mesa e conversas. Quanto a mim, estou seguro com esta paixão. Mesmo
jogando diametralmente de forma oposta do que os lá de casa jogavam, provei bem
cedo o gosto bom do futebol, que é o de jogar, torcer e, agora, vê-lo também
associado a questões filantrópicas.
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