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10/01/2013

Sport Clube de Rio Preto

Por – Aloísio Melo. 
Pitágoras, Platão, Heródoto e Aristóteles – essa a respeitável linha de ataque do time da Filosofia que me permito escalar, hoje, nesta coluna, sem medo de estar atropelando nenhum beque. Esses aí são cobras criadas nas disputas das idéias que enobrecem o nosso espírito. Mas existem também os que cuidaram das disputas dos gramados.
A minha fonte é não menos do que Armando Nogueira, para quem nós todos devemos tirar o chapéu para as crônica que escreveu quando era vivo. Em um de seus textos ele escalou a linha de atacantes acima, quando eles jogaram pelo Atenas Futebol Clube. Mas, convenhamos, existiu também o Sport Clube Rio Preto.
Quem não se lembra daquele time famoso. É preciso cultuá-lo nessa comemoração de seus 96 anos, agora neste 2013. Foi numa noite de 13 de maio de 1917 que surgiu o “Paz e Esperança Futebol Clube” riopretano. Ele foi o precursor do Sport.
Foi assim que aconteceu. Reunidos na Praça Barão de Santa Clara, alguns jovens da época se empolgaram em criar um time. Foram eles: Dolor Gentil Ramalho, Artur Malhado Carneiro, Felipe Flutt, Felipe Habib, Elpídio dos Santos, Joaquim Simões e Horácio Machado Sales. Eles não imaginavam que davam ali inicio a uma história verde e branca (cores do time) que permanece até hoje.
 Depois de estrear jogando contra o Cruzeiro, o novo time riopretano, o “Paz e Esperança” foi o primeiro campeão oficial de Valença. Um jogo em Rio Preto, no dia 17 de julho de 1917, aniversário do time, marcou a inauguração do “Campinho do Divino”. O jogo terminou empatado em dois.
Em 1918 o “Paz e Esperança” passou a se chamar Sport Clube Rio Preto, nome que ainda mexe com o orgulho dos riopretanos. Se se dizia de Aristóteles que era um ponta que jogava parado, pensando. Não se pode falar o mesmo de João Batista, ponta do Sport. Ligeiro, hábil com a bola nos pés, ele fez carreira além de Rio Preto, no Royal de Barra do Piraí.
Platão, ao contrário de Pedrinho, só cuidava de ginástica e educação física em sua academia. Mas o meia riopretano não deixava que a bola se descolasse dos seus pés, nunca. O filho do “Zé Pequeno” era só alma e segurança ao time em campo, principalmente se os adversários fossem o Monte D’Ouro e o Coroados, frequeses de caderno do Sport.
Pitágoras só entrava no jogo para dar ritmo e harmonia. Já o Sport tinha o João Faria e o Macaco. Com essa dupla de área não tinha prá ninguém com Pacote de quarto sagüeiro, escorando. Se Pitágoras trouxe para nós a criação estética, esses três feras do clube alviverde riopretano, pode-se dizer sem medo nenhum de errar: criaram um espaço lúdico para a bola, entre suas cabeças.
E não podemos nos esquecer do Neco, Daio, Jean, Tatita, Neil, Jardel, Wiliam e Vilela. Sei que vou me esquecer de muitos. Mas não do Ronaldo Peroti. No gol era a tranquilidade do time. Não foram do meu tempo, mas tem também o Zé Pequeno, o Soizinho e o Zinho Rosa, e, muitos outros ...O Alan !!! O goleiro Bruno !!!
E Heródoto? Ah, esse não era igual a Platão e nem Aristóteles. Mas, o seu profissionalismo, mesmo não sendo craque em campo, deixou o legado da organização.  O Sport teve em Olavo Monteiro o presidente a quem o time deveu grande parte da sua glória pelas vitórias nos campeonatos que disputou em Rio Preto e Valença. Vivam o Sport!

9/30/2013

Editorial


Editorial
O que estamos vendo nos últimos meses é uma vontade de mudar gritante nos brasileiros. A primeira bandeira levantada se viu lá em São Paulo, mais uma vez os estudantes buscando mudanças encabeçaram o movimento que se espalhou e ganhou a mídia do mundo. Depois, muitas outras bandeiras surgiram no horizonte, nos punhos e nos corações. Vários segmentos da sociedades engrossaram as fileiras por um Brasil mais justo e menos corrupto. E todas as bandeiras lá no fundo pediam o mesmo: direitos fundamentais e punições para os políticos corruptos.  
A saúde, claro, estava lá nos protestos. Ou melhor, a falta de um sistema de saúde decente. Já sabíamos que pacientes morrem nos corredores dos hospitais ou com injeções de café com leite na veia. Descobrimos outras coisas ruins, graças aos protestos. Descobrimos que há médicos fraudando plantões. Graças aos protestos, o governo foi obrigado também a reagir, chamou médicos de fora depois que as setecentas vagas oferecidas para os médicos brasileiros não foram preenchidas. Isso mesmo, não houve nenhum médico brasileiro querendo uma das setecentas vagas.  
Além da saúde, muitas outras faixas enfeitaram de cidadania as cidades brasileiras: educação, transporte, justiça, meio ambiente etc.  
Rio Preto também foi pra rua. E ir para rua em nossa cidade quando as coisas vão mal não é novidade. Saímos também contra o garimpo e o Collor. Mais que uma passeata de riopretanos, o que se viu por aqui foi um movimento predominantemente brasileiro.  Estávamos antenados com as questões do país e municipal. Pedimos punição para os mensaleiros e uma rodoviária, só pra citar. É engano falar então que presenciamos em nossa cidade uma manifestação contra o atual prefeito, como também é besteira cogitar que foi um protesto armado por aqueles que ainda não digeriram o resultado das urnas de outubro passado. Se houve algum sentimento neste sentido, ele representa uma minoria. Tivemos sim uma passeata de brasileiros em primeiro lugar – e foi bom tê-la. 
E se as coisas estão mudando para melhor no país, nossa cidade já respira este ar de mudanças e novidades. Queremos falar aqui da Apae, pois essa Associação de Pais e Amigos vem buscando outras vias de arrecadação e fortalecimento dos especiais. Foi ótima a iniciativa de mobilização da população através dos jogos beneficentes articulados pela Apae. E para falar mais sobre o que aconteceu neste evento realizado no campo do Divino, trouxemos para os leitores o Leandro para falar sobre a Apae, o Wellington para falar sobre o Cerração Futebol Clube e o Aloisio para contar a história do Sport.
E se o ar traz coisas boas, estamos vendo no horizonte a chegada de médicos em nossa cidade. Brasileiros ou estrangeiros – sejam bem vindos! 
Vamos fechar este editorial com otimismo. E que os nossos leitores, nesta edição leitores-brasileiros, aproveitem o Argumento.

9/26/2013

Viagem Literária

O Argumento vai paras as ruas no sábado. Além das notícias e crônicas, temos nossa “Viagem Literária. Abaixo, texto e pesquisa da colaboradora Virgínia Almeida Ferreira. Comece a aproveitar do que estará na versão impressa de sábado. 
 
Aí está Mia Couto, possuidor de uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesias, contos, romances e crônicas. A obra desse escritor no seu conjunto revela a tentativa de delinear o rosto de seu país, onde os personagens sem poderem dar conta das mudanças dramáticas da história, reinventam o cotidiano sobretudo a partir de uma linguagem inovadora que tende apontar para um devir em que se mesclam utopias e sofrimentos, muitas vezes transfigurados em maravilhas.

HORÁRIO DO FIM

morre-se nada

quando chega a vez

é só um solavanco

na estrada por onde já não vamos

morre-se tudo

quando não é o justo momento

e não é nunca

esse momento

A ADIADA ENCHENTE

Velho, não.

Entardecido, talvez.

Antigo, sim.

Me tornei antigo

porque a vida,

tantas vezes, se demorou.

E eu a esperei

como um rio aguarda a cheia.

 

 

9/23/2013

Que festa!

Rio Preto fez o seu aniversário. Tivemos um evento daqueles. Com Shows arrebatadores e dois palcos, a festa não parou. E o melhor de tudo foi a presença do riopretano, a cidade estava em peso na festa. A Comissão Organizadora foi perfeita. E já que é pra falar de perfeição, o tempo ficou sabendo de sua responsabilidade e mandou sua energia de sol, lua e estrelas.

9/16/2013

Parabéns Rio Preto

Parabéns Rio Preto pelo seu aniversário e receba este presente. O site de Rio Preto está de cara nova. Com esta nova versão, as atualizações ficarão mais fáceis. Mas, o melhor deste site ainda vem por aí. Vamos tentar fazê-lo um ponto de re...ferência entre os que buscam notícias (eventos, principalmente), crônicas, blogs, facebook e fotos da nossa cidade. Para os comerciantes, entre eles os proprietários de pousadas, o espaço para divulgação será gratuito. É isso aí, no site de Rio Preto ninguém vai pagar nada. E quem ganha com isso? Simples, quem ganha é, primeiramente, a nossa cidade (que terá um site independente na rede), os riopretanos e todos aqueles que buscam um lugar na internet para saber das belezas e eventos de nossa cidade. Se você gostou da ideia, faça do site de Rio Preto sua página inicial, divulgue no seu facebook e tudo mais que ache interessante para divulgar nossa cidade.
 
 

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