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1/08/2012

Santa Casa e Jardim. Tudo a ver.

por, Adriano de O. Duque.
         Quem não se lembra daquele movimento “SOS Santa Casa”. Ele iria tirar o nosso hospital de outra crise. Será que os seus articuladores lembram? Será que os seus integrantes lembram? Se lembram, por que não reativá-lo? Afinal, movimentos sociais em prol da saúde, meio ambiente, cultura são necessários e bem-vindos.
          Uma coisa, temos certeza: é preciso ficar ao lado da Santa Casa sempre, mas não criar movimentos, do tipo acima, com objetivos político-partidários. Aquele movimento era formado basicamente pelo grupo que vota e dá sustentação para atual Administração. E como está a Santa Casa com a atual Administração?
          Que o jardim deve ser cuidado, não se discute (E como ficou bacana os enfeites de Natal); que a Santa Casa deve ser socorrida, também não se discute. Agora, devemos discutir também os custos para os cofres públicos da reforma do jardim e, mais ainda, os ditos repasses e doações anunciados à Santa Casa. Estes precisam de uma discussão aprofundada, isto é, com apresentação de documentos etc. Assim, precisamos ir fundo para saber, por exemplo, até onde é verdade uma faixa que anuncia doação de um deputado à Santa Casa. Não faz muito, fomos enganados com uma suposta doação de R$100.000,00 feita por um deputado federal que tentava sua reeleição. As eleições passaram e este dinheiro não chegou. O nosso consolo foi que o deputado não conseguiu se reeleger.
O que queremos dizer é que precisamos estar alerta para a questão da Santa Casa, o que quer dizer estado de alerta para os oportunistas de plantão e os repasses falados, mas não comprovados.
           Quer outro exemplo, este mais recente, é aquela faixa lá na porta da Santa Casa. Esta faixa, se ainda estiver lá, agradece ao deputado Marcus Pestana. Agradece a doação de um aparelho de ultrassonografia. Sabemos que aquele hospital enfrenta há anos uma crise grave e que bem demonstra o abandono dado à nossa saúde. Sabemos que uma doação, como esta, jamais resolverá a questão. Pois, o que a Santa Casa carece é de recurso humano, em primeiro lugar. Falta, primeiramente, a valorização daqueles funcionários e a contratação de médicos, principalmente.
         Deputados, como o Dr. Mário Pestana, são pagos com dinheiro público para proporem e defenderem ideias e leis que proporcionem um sistema de saúde eficiente. Dar um presentinho para uma Santa Casa de interior, num momento de crise, não está entre as funções de um deputado. Estas doações parecem jogadas eleitoreiras e, por isso, ineficazes. Além do mais, a população paga tributos (impostos, entre outros) e a instalação de um aparelho de ultrassonografia nunca deveria ser agradecida como favor.
          É de se imaginar há quanto tempo roda esta roda gigante do nosso atraso. Bancos demolidos para depois serem reconstruídos, faixinhas eleitoreiras, discursos vazios e principalmente muitas fotos.

Argumento entrevista vereador

Entrevista com o vereador Jose Antônio Alves de Souza. Desde já agradecemos a participação do nosso vereador.
1-Mandato, como o Sr. avalia seu mandato.
             Avalio positivamente meus quase três anos de mandato, venho fazendo meu trabalho ao lado da população ouvindo suas reivindicações, não só da Zona Rural, mas também de todo o município, e sempre nas Reuniões venho pedindo ao Executivo para que os atenda da melhor maneira possível. Apresentei várias indicações nesse sentido, a reforma do Parque Irmã Ventura;  o  Calçamento de São Pedro e São Luiz; Construção do vestiário em São Cristóvão e São Pedro do Taguá; Providências em relação a uma água que corre na parte alta no Bairro Nosso Senhor dos Passos, entre outras.
2-Carro Oficial.  Contra ou a favor do seu uso para fins particulares?
            Contra. Carro Oficial é para uso exclusivo da Secretaria da qual faz parte.
3-Máquinas da prefeitura .contra ou a favor do seu uso para fins particulares?
            A favor, desde que atendam famílias de baixa renda e estejam  inseridas em algum projeto que seja do interesse da coletividade, como para atender o produtor rural de baixa renda e siga alguns critérios, por exemplo.
4- São Cristóvão, Principais necessidades?
             As principais necessidades no momento é a rede de esgoto que está precisando de reparos, uma melhoria na água, uma atenção maior para os remédios do posto de saúde e o orelhão que não está funcionando.
5- O Produtor rural e a atual administração?
            Esperamos que com a chegada das novas máquinas adquiridas pela atual administração, o produtor rural fique mais bem atendido em termos de estradas, com a colocação de saibro, por exemplo, para que a produção de seu Sitio ou Fazenda chegue com mais eficiência para os consumidores, e que o lucro da sua produção se volte para o bem-estar de suas famílias.
6- Considerações finais.
                 Como São Cristóvão tem as suas necessidades, temos também a necessidade de Três Barras que precisa de uma ponte que substitua a de madeira hoje existente. A comunidade de São Luiz espera a canalização do esgoto que sai da escola e São Pedro do Taguá com uma reivindicação constante que é o problema da falta de água e da Rede de Esgoto, e o orelhão constantemente com  problema. E finalizando gostaria de agradecer a direção desse jornal pela oportunidade que está dando aos vereadores de expressarem suas opiniões e idéias o que tenho certeza que é o verdadeiro caminho da democracia. Um abraço a todos.

Nosso Meio Ambiente

Brasil terá risco de enchente 90% maior até 2100, diz estudo.

Pesquisa. Valério Machado Duque – Ibama.

Pesquisa britânica divulgada na cúpula do clima em Durban simulou efeitos de mudanças climáticas em 24 países; Espanha perderia toda a sua área cultivável.

Da BBC

 A ocorrência de enchentes em rios do Brasil pode ser quase 90% maior até o fim do século, se nada for feito para combater as mudanças climáticas, de acordo com um estudo divulgado na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima em Durban, na África do Sul.

A pesquisa científica do Met Office Hadley Centre, da Grã-Bretanha, simulou os impactos, em 24 países, de emissões - no padrão atual - em 21 modelos climáticos diferentes. Cada modelo foi produzido por computadores poderosos que simulam a interação entre parâmetros de dados da atmosfera, temperaturas e oceanos.
 
No caso do Brasil, a conclusão a que chegaram é que o risco de aumento de enchentes no país seria 87% mais alto que atualmente. Esse é o valor central entre os dois extremos dos resultados apresentados pelos modelos climáticos, tanto de aumento (na maioria) quanto de redução do risco.

Os resultados mais extremos dos modelos chegaram a indicar um aumento de 638% no risco de cheias no Brasil. Por outro lado, houve modelos que indicaram até queda neste risco, com o mínimo sendo de -67%.

Nossa Crônica

Licença poética

por, Aloísio M. Moraes     

            Estava faltando em Rio Preto um bar noturno com música ao vivo como o recém inaugurado Porão. Localizado no Bairro do Divino, o novo point é benvindo, principalmente porque não havia na cidade música de boa qualidade para se ouvir. Não só nós, sessentões, mas também os jovens maiores de trinta já aderimos à novidade.
            Reizinho (prof. Darcy) e o Alexandre Faria tiveram o cuidado de transformar o porão de uma casa antiga (do Reis) num bar. O resultado disso é o aconchego, comida boa, bons vinhos e cerveja geladíssima. Há costela de boi assada e iscas de peixes, entre os petiscos preferidos. O cardápio é variado e quem pede não tem ficado insatisfeito.
            Quanto aos preços cobrados, não são de assustar ninguém. Se comparados a restaurantes de fora, não há exageros. Justificam-se por causa do excelente atendimento, aliás, nota mil até agora. Tanto Reizinho como Alexandre têm agradado muito à clientela. Ambos e as garçonetes têm se esmerado para servir bem, a tempo e a gosto, aos menos e aos mais exigentes.
            Mas, além dessa hospitalidade mineira, o ponto alto do Porão tem ficado mesmo é por conta da boa música oferecida. Tem couvert, gente, mas vale à pena pagar para não deixar de ouvir. Com um fácil, descontraído e variado repertório, Beto Rezende tem esbanjado talento ao cantar e tocar boas melodias e harmonias de MPB no violão.
            A dupla Beto e Reizinho (voz e percussão) é a que mais se apresenta. De vez em quando aparecem outros músicos. Ricardo (do Funil), sempre por perto, é também dos que empolgam com música popular de belíssima qualidade. Márcio Melo, no teclado, também já esteve no Porão. Agradou muito ao formar trio com Beto e Reizinho. O repertório do dia foi fantástico.
            Na semana passada, o espetáculo ficou por conta do Paulinho Lima. “Bicho de Sete Cabeças”, música tocada por ele no violão foi de fazer qualquer um arrepiar. Além dele, no mesmo dia, também se apresentou o Léo Preto, outro dos bons talentos jovens do violão. Seu repertório agrada muito a juventude e, porque não, aos jovens maiores de 60.
            Enfim, esse pessoal tem dado bons shows no Porão e animado muito as noites riopretanas dos últimos tempos. Daí a razão de aquele bar está merecendo o nosso aplauso. Tomara que o Reizinho e o Alexandre consigam levar avante, com persistência e coragem, o difícil trabalho de administrar uma casa noturna como esta que idealizaram.
            Rio Preto só tem a agradecer, principalmente porque o Porão se tornou numa boa opção de lazer. Não só a cidade deve agradecer a iniciativa, mas também os muitos freqüentadores de Valença e redondezas que já estão indo lá se divertir. Tem sido comum o bar estar superlotado.
            E tem sido também comum freqüentadores pedirem para cantar. Boas surpresas têm aparecido, de maneira fortuita, nas noites do Porão. Uma delas, Marquiori, em seu dia de descanso e folga do trabalho, surpreendeu cantando. Sua voz afinada e seu repertório variado empolgaram a platéia. Quem ainda não conhece o Porão que vá lá e não se arrependerá. Aquilo ali é o nosso espaço da licença poética!...   

11/06/2011

EDITORIAL

               Pela quarta vez o jornal Aqui volta-se contra o Argumento. Muito embora saibamos que a linha de sobrevivência do Aqui seja a defesa incondicional dos políticos da situação, continuaremos a respondê-lo. Mas, não vamos perder tempo elaborando uma nova resposta para cada ataque, pois estaríamos chovendo no molhado. Assim, vamos responder usando o método da repetição – um método valioso no processo de memorização dos leitores e, principalmente, eleitores.
            Novamente, o jornal Aqui vem questionar o Argumento. Mais uma vez sai em defesa do mesmo vereador da situação. Por que tanta preocupação do vereador e do Aqui com o  Argumento, para não falar ataques e perseguições?
No fundo, o que muito incomoda o vereador da situação, que fica sempre por trás das linhas do outro jornal, é o espaço democrático que foi dado a todos vereadores no jornal Argumento e no site de Rio Preto. Aliás, no site riopretano, os nossos vereadores não são meros formadores de opiniões, como o site da Câmara insiste em lhes tratar. No site de Rio Preto, cada vereador tem um espaço seu, um banco de informações onde estão suas ações e propostas. Nele, saberemos o que pensam os nossos legisladores sobre a Santa Casa, as entrevistas concedidas ao Argumento etc.


Leandro O. Paço

            Ao contrário do jornal que nos questiona, o Argumento abre suas páginas para todos os vereadores. Será que os demais vereadores não existem para o outro jornal? Será que eles nunca serão entrevistados pelo outro jornal? Será que nunca poderão falar, por exemplo, sobre a Santa Casa, o meio ambiente, a fila que se forma pelas madrugadas em busca de uma consulta agendada (como se uma doença marcasse data para chegar), entre muitas outras questões de interesse da nossa municipalidade. Será que no outro jornal os nossos legisladores nunca poderão falar dos seus projetos? A qualificação do voto e, consequente melhora dos serviços públicos, como saúde e educação, passa pela vontade, capacidade e independência dos nossos políticos. Diante disso, um jornal que se preze deve buscar o debate político para os seus leitores, mas não ficar servindo a este ou aquele político.
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             Continuamos favoráveis e lutando pela abertura do site da Câmara. A notícia de que o site do nosso legislativo, construído com dinheiro público, continuará sendo controlado pelo ex-presidente da Câmara em muito nos entristece. Pois, sabemos que um vereador é muito mais do que um formador de opiniões. Vereador faz leis e fiscaliza os atos do Executivo, isto é, prefeito. E, sendo assim, deveria ter um espaço a altura, personalizado, a fim de que tenhamos um banco de informações sobre suas ações políticas. Esta seria uma prestação de contas eficiente, já que, repetimos, personalizada. Mas, pelo visto, o site continuará a não cumprir sua função mais importante, que é a de destacar o seu personagem principal: os vereadores.
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            O Argumento não persegue nenhum político, como afirma o Aqui. O Argumento, por ser um jornal independente do poder, noticia e desperta o senso crítico em seus leitores. Fato que preocupa alguns políticos, principalmente aqueles que passavam a imagem de defensores do dinheiro público. Estes, quando questionados, tentam, de todas maneiras, uma saída. Para isso, alegam perseguições, espalham boatos etc. Tentam de todo jeito nivelar o debate político por baixo. Neste jogo, os nossos leitores podem ficar despreocupados, nós não entraremos.



            A foto ao lado mostra que  estamos aqui para noticiar e propor uma reflexão sobre os políticos que discursam uma coisa e, quando no poder, praticam outra. A foto mostra a enchedeira da prefeitura trabalhando no lote do vereador que se diz perseguido pelo Argumento. Sobre esta máquina, a prefeitura, inclusive, já noticiou que gastou muito dinheiro na sua recuperação. Com esta foto e com esta resposta, podemos dizer, primeiramente, aos leitores do Argumento e depois ao outro jornal e ao vereador que se diz perseguido, que isto não é perseguição, mas jornalismo independente. Como sabemos, a enchedeira pública é para obras públicas (estradas, pontes, escolas etc) e, fora da esfera pública, para pessoas carentes, sem condições de contratar uma máquina particular.
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            Se o poder não gosta do Argumento, paciência! Uma coisa é certa, os cofres públicos agradecem notícias como esta e a população, independente e conscientizada, também.
            Finalizando, o poder é uma régua que nos mostra a verdadeira medida de cada um.
Ps. Em vez de utilizar o jornal Aqui para tentar passar a imagem de perseguido, seria mais transparente e leal se este vereador buscasse o Judiciário contra o Argumento. Assim, seria direto, isto é, apareceria pública e judicialmente contra o nosso jornal, deixando de ficar por trás das linhas do outro jornal.

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