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7/24/2014

Entrevista

Não perca esta entrevista. O Argumento entrevistou o Secretário da Santa Casa, o Carlinhos. No decorrer da semana, vamos publicando partes da entrevista, trazendo na edição impressa tudo que foi conversado sobre a nossa Santa Casa.
Em matéria de saúde, o ditado que diz que o melhor remédio é a prevenção pode ser usado também em matéria de jornal. Notícia com segurança é tudo. Checar a fonte de uma informação é o primeiro cuidado. Uma boa notícia não vem, por exemplo, nas palavras de “um morador” ou “um funcionário”. Uma boa notícia tem nome, rosto e CPF.
E já que o assunto é saúde e informação com segurança, trouxemos uma entrevista com o atual Secretário da Santa Casa, o Carlinhos. Desde já os nossos agradecimentos ao Carlinhos, um riopretano com nome, rosto, CPF e, sobretudo, vontade de melhorar a nossa cidade. Abaixo, veja algumas informações passadas pelo Secretário. 
- Nossa receita mensal gira em torno de R$15.00,00;
- Atendemos cerca de 1.000 ( mil pessoas por mês);
- A tabela SUS não é reajustada há mais de 5 ( cinco) anos;
-  A Santa Casa não recebe por consulta prestada;
- Os medicamentos utilizados pelos pacientes são pagos por ela;
- As refeições servidas aos pacientes e acompanhantes também são pagas por ela.
- Contamos hoje com 90 Irmãos que contribuem com valores de R$25,00 e R$40,00/mês.

7/22/2014

O Manacá do jardim de minha avó.

Virginia Almeida Ferreira.
O Manacá do jardim de minha avó. 
A casa ficava na rua principal da cidade. Era um tipo de sobrado possuindo um sótão que constituía um mistério para os netos, que lá não podiam subir.   O  casarão em  forma de um L, possuía  no centro da construção um jardim.  Por meio daqueles caminhos de canteiros tão bem cuidados, vivi toda a minha infância.  Eram tantas flores: roseiras, chuveirinho, boca de leão, brinco de princesa, bambuzinho, dálias, miosótis, margaridas e muitas outras, que enfeitavam os olhos de minha infância. Mas, nenhuma delas me chamava tanto a atenção como os manacás de cheiro. Muitos pés foram plantados ali pelo velho jardineiro, que cuidava carinhosamente do jardim.  Imponentes e cheirosos os pés de manacás, com suas flores branco-roxa-azulada, possuíam com certeza, alguma delicadeza que tocava meu coração.  O perfume de suas flores era tão agradável que ficou preso ás recordações que tive de minha vida de criança, naquele jardim.  O cheiro adocicado de suas flores no fim da tarde atraia centenas de borboletas que realizavam uma espécie de bailado em volta de seus galhos, dando mais beleza ainda às flores do pequeno manacá. Observava meu avô dando corda no velho relógio, enquanto o som do piano de minha tia tocavando um La Comparcita, acompanhava o vôo dos beija-flores que apareciam por ali. Muitas vezes, ficava sentada à sombra do pé de manacá observando o balançar de seus galhos lotados de pequenas flores, que também atraiam lagartas pretas e amarelas, de apetite voraz que eram atacadas por pardais, fazendo uma espécie de seleção, natural tão importante para o equilíbrio da natureza. Mas, o que não sabia na época é que aquelas lagartas se fossem todas eliminadas, não se transformariam nas borboletas que faziam um bailado multicolorido em volta das flores do jardim. Lembro também que perdia muito tempo ali, gostava de tirar folhas do pé, só para sentir a textura em minhas mãos... Coisas dos tempos de inocência. Às vezes tirava flores do pé para sentir de perto seu perfume e por vezes as colocava nos cabelos. Em alguma época do ano, via suas pequenas flores desaparecerem para surgirem em outro espaço de tempo. Aprendi que “as flores não são eternas”, elas desaparecem, - como a felicidade, os amigos e os amores. Hoje sinto saudades daquele jardim, onde aprendi na ingenuidade de ser criança, que possuir um jardim como aquele era de fato a essência de ser feliz, como se a felicidade fosse constituída apenas em ter flores e sentir o seu perfume.  Hoje sinto saudades de quando eu só tinha medo da noite, saudades de não desconfiar das pessoas, saudades do tempo em que podia andar descalça na grama molhada do jardim ou no cascalho do córrego que corta a cidade, outrora de águas limpas sentindo a sensação de liberdade, saudades do tempo em que nunca tinha sido magoada, saudades do balanço dos galhos floridos dos manacás de minha avó. O casarão da rua Dr. Esperidião com seu belo jardim não existe mais e os pés de manacá também partiram para um lugar incerto dando lugar a uma edificação.  Agora, toda vez que passo por ali, sinto o cheiro adocicado das flores do manacá que germinou em meu subconsciente e guardo na lembrança o cheiro da “casa de vó” que marcou para sempre minha vida de criança. 

6/12/2014

Tudo Bem?

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Tudo bem se os preparativos para a Exposição já começaram, afinal comemoramos nessa data o aniversário de nossa cidade. Tudo ótimo também para os preparativos de Natal, uma ação inédita que coloca a preservação do meio ambiente no dia a dia da população. Mais que falar de meio ambiente em dia ou semana ambiental, a Secretaria de Meio Ambiente partiu para uma ação ambiental diária com o recolhimento das garrafas plásticas (pet). Teremos um Natal ecologicamente correto.

Tudo bem pela organização da Exposição, carnaval, Natal e pelos eventos constantes que temos na praça, afinal alegria não é pecado e organização não é defeito.  

E que na esteira desse “tudo bem” tenhamos uma saúde melhor, uma guarda municipal para ajudar principalmente no trânsito e preservação do patrimônio público (tudo bem se por concurso), um rio que até hoje espera uma ação pública para recuperação da vegetação ciliar e mais urgente ainda espera uma ação para livrá-lo das burras bolsas plásticas e demais lixos.

E pra ajudar a ficar tudo ótimo, diga aí, leitor, o que mais falta.

 

5/25/2014

Rio Preto precisa de uma Guarda Municipal?

 
Andar pelas ruas de nossa cidade no horário de almoço e à tardezinha é uma aventura, sem exagero. Durante esses horários de pico, a esquina é um caos, veículos querendo entrar ou sair da rua Nilo Peçanha. Nessas horas para tudo, até bicicleta e cavaleiros. E a cena mescla tragédia com comédia. E nesse cenário tragicômico sobram buzinas, finos, aventuras e graça, muita graça.
Diante desse caos, a prefeitura foi cobrada, bem como os vereadores, e uma audiência pública contribuiu para tomada de medidas administrativas como: transferências de algumas turmas da Escola Dr. Rogério (Parque de Exposições) e acordo com o dono do areal para não transitar seus pesados caminhões durante esses horários. Cogitou-se proibir o estacionamento na r. Nilo Peçanha, mas esta medida não foi tomada, pois iria, principalmente, prejudicar os moradores da mesma. No futuro, outros fatores poderão melhorar este congestionamento diário que se forma nos dias úteis, um deles será, sem dúvida, a mudança de endereço do Banco do Brasil, que passará a funcionar na praça, onde há mais opções para deslocamento e estacionamento. O que também pode ser feito pelo Executivo (Prefeitura) é a criação de uma Guarda Municipal, medida que muitas cidades vêm tomando para controle do trânsito, estacionamento e fiscalização do patrimônio público. Será que já caberia uma Guarda Municipal em nossa cidade?

5/23/2014

Samu

 
SAMU. Rio Preto recebeu o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU. O SAMU de nossa cidade conta com profissionais capacitados e uma ambulância. Este precioso serviço na área de saúde é financiado pelo Governo Federal, Estadual e Municipal. Cabe ao Ministério da Saúde um repasse mensal para o seu custeio. Com o SAMU, os moradores de Rio Preto ganharam mais um aliado na saúde, principalmente em uma situação de emergência. Criticar esse serviço é pura ignorância ou, pior, falta de sensibilidade.
Este serviço é tão importante que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas tem estudo para especializar um Samu para atendimento a usuários de droga em situação de crise.
Vamos valorizar o Samu de nossa cidade e, não se esqueça, em uma situação de emergência (desmaio, convulsão, dor no peito etc) ligue para o 192, este serviço é gratuito.

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