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8/22/2011

NOSSA POLÍTICA/ENTREVISTA

NOSSA POLÍTICA/ENTREVISTA
           
Mais uma entrevista feita pelo Argumento. Desta vez, o convidado foi o vereador Wellington.  Abaixo, o vereador fala dos seus projetos, enfim, pensa nossa cidade.
            Agradecemos a participação do vereador.
1) Mandato. Como o Sr. avalia o seu mandato?

Resposta. Nesses dois anos e meio de mandato, apresentei vários projetos de lei, tendo como destaque os projetos 1358/2009 que estabelece normas gerais para a acessibilidade; um projeto voltado para atender todas as pessoas que tenham deficiência física; projeto de lei 07/2010 que cria o Dia do Evangélico; que foi uma forma de homenagear essa classe religiosa que vem crescendo em nossa cidade e o projeto de lei11/2010 que institui o prêmio aluno em destaque; onde a Câmara Municipal presta uma homenagem aos melhores alunos de Rio Preto, ou seja, premia o aluno que obteve a maior nota de sua série ao longo do ano. Além dos projetos venho trabalhando junto com a população, ouvindo suas reivindicações procurando sempre atender a todos com muito carinho e apreço. Em todas reuniões tenho cobrado do executivo uma saúde melhor, uma educação de qualidade, melhores estradas e sem contar em melhorias para o funcionário público municipal, onde seu estatuto possa ser realmente cumprido.

2) Carro oficial. Contra ou a favor do seu uso para fins particulares?

Resposta. Contra. Carro oficial é para uso exclusivo em serviço de cada secretaria do governo.

3) Máquinas da prefeitura. Contra ou a favor do seu uso para fins particulares?

Resposta. Sou a favor, desde que haja um critério para este tipo de serviço, sendo igualitário a todos, seguindo uma ordem de pedido ou de inscrição. Digo isso, principalmente para atender a população mais carente e também o pequeno produtor, mas desde que o proprietário arque com alguma despesa, tipo combustível e diária do operador da máquina. Falo assim pois eu acredito que quem tem boas condições financeiras dificilmente irá pedir ajuda da prefeitura. Bom, pelo menos eu acho.

4) Santa Casa. Como fiscal dos atos do Executivo, os repasses efetuados pela prefeitura são satisfatórios?

Resposta. Não. O correto seria que a prefeitura assumisse a parte de urgência e emergência que é de sua competência, ou seja, no mínimo a prefeitura teria que assumir o salário dos médicos. E, antes disso, a prefeitura deveria fortalecer o posto de saúde e PSF, pois hoje esses dois setores da saúde carecem de médicos, pois para se marcar uma simples consulta é preciso ir pra fila de madrugada, o que é um absurdo, fila de madrugada é coisa de cidade grande, e diante disso eu vejo o sofrimento das pessoas principalmente nessa época do frio, realmente é lamentável. E como é difícil tratar da saúde no posto e PSF, os pacientes procuram a Santa Casa, ou seja, a santa casa presta um grande favor à prefeitura e a mesma não lhe paga o que é devido.

5) Exposição. O que está faltando à nossa festa?

Resposta. Antes de mais nada, o que falta é uma nova área de eventos, pois o atual espaço já não comporta mais um show de grande porte e quando isso acontece o acesso ao parque de exposição vira um caos, falta estacionamento, os taxistas sem condições de trabalhar, acaba com o estado do gramado do campo e sem contar que as crianças ficam 15 dias sem aula. Enfim, os próximos governantes já terão esse desafio pela frente, encontrar um outro espaço para realizar a nossa grande festa.

6) Considerações finais.

Resposta.  Eu agradeço a este jornal o espaço que me foi dado para eu expor minhas idéias sobre Rio Preto e espero que tenha correspondido à altura. Quero dizer que mesmo fora da rádio, nas reuniões continuarei fiscalizando e cobrando do executivo melhorias para a nossa cidade. Em relação ao Rio Preto de hoje, se este atual governo vai bem ou mal só a população pra dizer isso, e vale lembrar que ano que vem teremos eleições e com respeito a todos os ex-prefeitos, eu vejo a necessidade da RENOVAÇÃO, um nome novo com idéias novas, que tenha vontade de trabalhar pelo nosso município e principalmente que esta pessoa tenha TEMPO disponível para buscar recursos junto aos órgãos estadual e federal, para que de alguma forma através dessa atitude mude a cara de Rio Preto pois, ao meu ver, muito ainda precisa ser feito para melhorar a qualidade de vida do riopretano. Torço para que esta idéia dê certo. Vamos esperar pra ver. Um forte abraço a todos.

NOSSO MEIO AMBIENTE

NOSSO MEIO AMBIENTE, pesquisa Valério M. Duque. IBAMA.
            Brasília (25/07/2011) – A operação Corcel Negro II, iniciada nessa sexta-feira, embargou a produção de quatro siderúrgicas, aplicou quase R$ 84 milhões em multas, apreendeu mais de mil toneladas de ferro-gusa, 78 caminhões, quase 5 mil metros de carvão e 22 armas e prendeu 40 pessoas.
            A ação conjunta entre Ibama, Ministério Público (de Minas Gerais e Bahia), Secretaria de Fazenda/MG (SEFAZ), Polícia Rodoviária Federal (PRF), polícias (Militar e Civil/BA), Polícia Civil/MG e Secretaria de Meio Ambiente/BA desmontou a cadeia produtiva do carvão ilegal oriundo dos biomas Caatinga e Cerrado. Os alvos foram empresas, agenciadores, transportadores e produtores de carvão sem autorização em 25 municípios da Bahia e de Minas Gerais. No total, foram cumpridos 58 mandados de busca e apreensão nos dois estados em três dias de operação.
            A extração ilegal de carvão no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia é sustentada pelo comércio de créditos fictícios gerados em estados da Amazônia, do Centro Oeste e do Nordeste e destinada à fabricação de parte do ferro-gusa produzido em diversos municípios. Algumas empresas do setor siderúrgico participavam ativamente desse processo, recebendo carvão retirado da natureza com documentação fraudada por empresas-fantasmas e transportado por caminhoneiros, sendo negociados por atravessadores. A prática ilegal foi investigada pelo Ibama e pelos MPs da Bahia e de Minas Gerais e atingiu a cadeia produtiva desde a origem do carvão até o mercado consumidor, a produção do ferro-gusa. (...)
            Nos estados do Nordeste, as empresas comercializavam créditos fictícios a partir de planos de manejo autorizados pelos órgãos estaduais de meio ambiente e mantinham a vegetação intacta ou a subexploravam para poder gerar novos créditos no futuro.
            As empresas-fantasmas compravam os créditos virtuais como se comprassem o carvão fisicamente mas derrubavam o cerrado e a caatinga, produziam o carvão ilegal e providenciavam o transporte da carga até as siderúrgicas. A compra e a venda de notas frias era frequente assim como pedidos de flexibilização na fiscalização e tentativa de suborno a funcionários da Secretaria de Meio Ambiente e da Polícia Militar.
            O monitoramento do sistema de controle de Documento de Origem Florestal (DOF) mostrou cerca de 8 mil viagens de caminhões transportando carvão extraídos ilegalmente da Caatinga e do Cerrado, o que representa pouco mais de meio milhão de metros de carvão, ou seja, cerca de 19 mil hectares de vegetação nativa desmatados sem autorização.
            De acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano de Menezes Evaristo, “parte do setor siderúrgico não pode mais financiar a devastação do Cerrado e da Caatinga nem o trabalho em condições degradantes nas carvoarias em prol da produção insustentável do ferro-gusa brasileiro. É preciso que as empresas produtoras de aço cobrem a responsabilidade socioambiental das guseiras, que devem plantar árvores para produção sustentável do seu próprio carvão”.
            Ibama, Ministério Público Estadual da Bahia, Ministério Público Estadual de Minas Gerais e Polícia Rodoviária Federal.

NOSSA CRÔNICA

SORTE NAS PESCARIAS, por Aloísio M. Morais – Advogado e Jornalista.


Não sei se lenda ou verdade, o fato é que o Joaquim viu o Caboclo d’Água enquanto pescava na beira do rio Preto. Eu não quero que essa história fique por minha conta, que você, leitor, ache que é da minha inteira responsabilidade o que passo a contar. Não, quem dá a certidão do ocorrido é o Joaquim, riopretano e meu grande amigo.

- “Nasci, cresci e me criei sentindo nos pés o frio das águas do rio” – disse Joaquim ao falar do nosso santuário ecológico, o rio Preto. – “Aprendi, desde menino (hoje Joaquim já passou dos 70), que o rio é, ao mesmo tempo, vida e morte. Nas suas águas se escondem os lambaris, piaus, bagres e dourados. Agora..., tem outros, ainda ...”.

- Que outros? – indaguei.

- O Caboclo d’Água – disse, olho no olho e sério, sem piscar, prá não ser enganado por um possível e desconfiado riso meu, que não aconteceu.

E então Joaquim passou a definir como é o tal: - “É um baita dum negão, forte e esperto que nem cobra. Escorrega n’água sem fazer borbulha. O que eu vi na semana passada, enquanto pescava na Bôca-da-barra, tava cuspindo água pelas ventas de tão brabo com o lixo que descia por cima do rio”.

Segundo o meu amigo, o Caboclo d’Água defende o rio Preto assombrando os maus pescadores ou garimpeiros. Ele diz que no tempo que o garimpo estava ativo, nos idos de 90 e poucos, “eu vi o negão afundar embarcação dos ladrões de ouro do rio”- garante. Um dos mitos que corre à boca miúda, entre os pescadores, é que uma das maneiras de acalmar a ira do Caboclo d’Água é jogando fumo de rolo no rio.

Leitor, continuo a duvidar se o que escrevo é mesmo uma lenda. Sem me importar com isso, sei que faz essa história parte do nosso folclore. Sobre outras falácias, virtuais que sejam, como a do lerdo Jabuti, que habita temporariamente um oiti na Rua Larga, também não posso garantir nada sobre a sua existência. Uma boa história para contar, a ponto de fazê-lo, leitor ou leitora, ficar um pouco atento a estas linhas, é o que está me importar agora.

Mas, não percamos de vista da imaginação o nosso Caboclo d’Água. Afirma o Joaquim que quando o bicho não gosta de um pescador “ele afugenta os peixes para longe deles”. E diz ele que tem “Cabocla d’Água, fêmea, que até põe peixe em anzol de pescador quando se vê apaixonada por ele”. É por isso que às vezes, de cima da ponte, algum pescador diz que pegou o maior piau da região (“ele não sabe de nada...”- diz Quincas, rindo).

E tem mais, acrescenta o meu interlocutor pescador: -”o negão não vive só dentro da água. Ele também gosta de ficar deitado de barriga prá cima, em terra, às margens do rio em dia de muito sol”. Segundo Joaquim, “os pés dele são parecidos com pés de pato, e, debaixo dos dois braços tem nadadeiras”.

Para terminar sua história o meu amigo revela que é muito comum ele se encontrar com o Caboclo d’Água quando vai pescar na beira do rio Preto. – “Posso dizer que sou um homem de sorte, pois sempre trago para casa bons peixes. O segredo é que eu trato muito bem o bicho. Sei que ele gosta de uma boa cachaça. Por isso, levo sempre prá beira do rio uma boazinha prá ele. Depois é só esperar que no anzol vem peixe” .

O Quincas pode enganar a outro, mas não a mim. Pelo que fiquei sabendo, também à boca miúda, através de um outro pescador, é que o Joaquim está de caso com uma Cabocla d’Água. Por isso é que tem tido sorte nas pescarias pegando piaus.

NOSSA CRÔNICA

Nota de pesar. Dolôr T. de Freitas. Morador do bairro Divino e cronista do Argumento. Adeus, Dolôr!


CAMISINHA, por Dolôr T. de Freitas.
Os tempos mudaram! Vejam só. Eu estava com uns dezessete anos e fui apresentado, sem saber sequer o nome, a ela. Trabalhava num restaurante, lá em Vassouras. Coisa grande. Ficava no bar como copeiro. Às vezes, servia as mesas, conhecia os tais dos barões e fazendeiros. Nessas ocasiões, ganhava gorjeta. Melhor ainda era quando eu ia servir no cassino, ele era lá no fundo do bar. Lá a gorjeta era melhor ainda. Umas madames pagavam bem e jogavam muito. Vinha gente até do Rio de Janeiro para tentar a sorte, beber e rir. Bem, agora que já falei onde eu estava, agora é falar do que mudou. Pois, até agora não mudou nada, os restaurantes estão em cada esquina, os garçons também e os jogos mais ainda. O que mudou foi, pois bem, com a juventude. Eu tinha dezessete anos naquela época e, hoje, um garoto de doze anos já sabe do que eu estou falando, e sabe muito bem se bobear. Esta revelação aconteceu quando o filho do dono do restaurante me chamou lá fora. Pediu para que eu fosse a farmácia comprar camisinha. E disse que era pra não espalhar. Saí sem entender o motivo do segredo e porque comprar camisinha lá na farmácia. Chegando lá, pedi. O vendedor veio e trouxe um pacotinho. Perguntei se ele tinha entendido bem o recado. Ele riu, disse que sim e me deu aquela aula. Achei que era brincadeira, mas fui acreditando no final. Aprendi que havia outra camisinha sem ser para bebês, existia uma outra que era para não tê-los.

6/03/2011

EDITORIAL



 


foto: Leandro de O. Paço
  
Novamente, o jornal Aqui vem questionar o Argumento. Mais uma vez sai em defesa do mesmo vereador da situação. Por que tanta preocupação do vereador e do Aqui com o Argumento, para não falar ataques e perseguições?

No fundo, o que muito incomoda o vereador da situação, que fica sempre por trás das linhas do outro jornal, é o espaço democrático que foi dado a todos vereadores no jornal Argumento e no site de Rio Preto. Aliás, no site riopretano, os nossos vereadores não são meros formadores de opiniões, como o site da Câmara insiste em lhes tratar. No site de Rio Preto, cada vereador tem um espaço seu, um banco de informações onde estão suas ações e propostas. Nele, saberemos o que pensam os nossos legisladores sobre a Santa Casa, as entrevistas concedidas ao Argumento etc.

Sendo assim, o Argumento continuará entrevistando e dando espaço a todos os vereadores, sem discriminação. Ao contrário do jornal que nos questiona, o Argumento abre suas páginas para todos os vereadores. Será que os demais vereadores não existem para o outro jornal? Será que eles nunca serão entrevistados pelo outro jornal? Será que nunca poderão falar, por exemplo, sobre a Santa Casa, o meio ambiente, a fila que se forma pelas madrugadas em busca de uma consulta agendada (como se uma doença marcasse data para chegar), entre muitas outras questões de interesse da nossa municipalidade. Será que no outro jornal os nossos legisladores nunca poderão falar dos seus projetos? A qualificação do voto e, consequente melhora dos serviços públicos, como saúde e educação, passa pela vontade, capacidade e independência dos nossos políticos. Diante disso, um jornal que se preze deve buscar o debate político para os seus leitores, mas não ficar servindo a este ou aquele político.

Continuamos favoráveis e lutando pela abertura do site da Câmara. A notícia de que o site do nosso legislativo, construído com dinheiro público, continuará sendo controlado pelo ex-presidente da Câmara em muito nos entristece. Pois, sabemos que um vereador é muito mais do que um formador de opiniões. Vereador faz leis e fiscaliza os atos do Executivo, isto é, prefeito. E, sendo assim, deveria ter um espaço a altura, personalizado, a fim de que tenhamos um banco de informações sobre suas ações políticas. Esta seria uma prestação de contas eficiente, já que, repetimos, personalizada. Mas, pelo visto, o site continuará a não cumprir sua função mais importante, que é a de destacar o seu personagem principal: os vereadores.

O Argumento não persegue nenhum político, como afirma o Aqui. O Argumento, por ser um jornal independente do poder, noticia e desperta o senso crítico em seus leitores. Fato que preocupa alguns políticos, principalmente aqueles que passavam a imagem de defensores do dinheiro público. Estes, quando questionados, tentam, de todas maneiras, uma saída. Para isso, alegam perseguições, espalham boatos etc. Tentam de todo jeito nivelar o debate político por baixo. Neste jogo, os nossos leitores podem ficar despreocupados, nós não entraremos.

A foto acima mostra que não estamos aqui para perseguir nenhum político, mas noticiar e propor uma reflexão sobre os políticos que discursam uma coisa e, quando no poder, praticam outra. A foto mostra a enchedeira da prefeitura trabalhando no lote do vereador que se diz perseguido pelo Argumento. Sobre esta máquina, a prefeitura, inclusive, já noticiou que gastou muito dinheiro na sua recuperação. Com esta foto e com esta resposta, podemos dizer, primeiramente, aos leitores do Argumento e depois ao outro jornal e ao vereador que se diz perseguido, que isto não é perseguição, mas jornalismo independente. Como sabemos, a enchedeira pública é para obras públicas (estradas, pontes, escolas etc) e, fora da esfera pública, para pessoas carentes, sem condições de contratar uma máquina particular.

Se o poder não gosta do Argumento, paciência! Uma coisa é certa, os cofres públicos agradecem notícias como esta e a população, independente e conscientizada, também.

Finalizando, o poder é uma régua que nos mostra a verdadeira medida de cada um.

Ps. Em vez de utilizar o jornal Aqui para tentar passar a imagem de perseguido, seria mais transparente e leal se este vereador buscasse o Judiciário contra o Argumento. Assim, seria direto, isto é, apareceria publica e judicialmente contra o nosso jornal, deixando de ficar por trás das linhas do outro jornal.

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